domingo, 14 de julho de 2013

Falando sobre os mortos





Ensina-nos Joanna de Ângelis, em psicografia de Divaldo Franco:

"Não se consumiram, com a dissolução dos tecidos, aqueles que consideras mortos.  Transitaram da circunstância carnal para o estado básico de Espíritos que são, donde oportunamente vieram a Terra, a fim de se revestirem com a tecedura material.
Ora despojados dos implementos físicos, retornam à condição primeira, carregando nos sutis e complexos mecanismos da vida que os mantêm íntegros, as realizações e os gravames, as ações positivas ou infelizes que
se permitiram, enquanto se utilizaram do vaso fisiológico, na Terra.

Mergulharam no acervo somático conduzindo propósitos superiores, quais alunos ingressando em abençoada Escola, com vistas ao futuro promissor.
Despediram-se do currículo, guindados à posição que preferiram fruindo a escolaridade conforme o aproveitamento que se permitiram.

Desapareceram da vida objetiva, sem dúvida, mas vivem em outra dimensão vibratória e examinam através de outras percepções a oportunidade que tiveram e os valores de que se fazem detentores inalienáveis.

Os desatentos que se deixaram colher na distração lamentam dolorosamente o tesouro do ensejo perdido.  Os insidiosos e céticos, chamados ao retorno que esperavam demorasse, sofrem amargas decepções, face à realidade da vida que prossegue...

Os maus expiam enquanto despertam com a mente tornada fornalha de remorsos, graças à nova situação que desconsideravam...
Os resignados e bons, chamados ao convívio imortalista, exultam e se  preocupam com os que se enleiam na ilusão ou se anestesiam na busca do  nada em que se infelicitam.
Não desesperes, se a saudade te martiriza, ante a ausência deles.

Estão ausentes só em corpo físico. Pensando neles, envolve-os na prece lucilante e benéfica.

Estejam como estejam receberão os teus pensamentos e deles retirarão o precioso conteúdo que os reconfortará valiosamente.

Assim, recorda-os com ternura e amor, desejando ser-lhes útil.

Conjeturando em torno das suas vidas, traze à tela mental o que fizeram de bom, as suas horas ditosas, as evocações dos momentos felizes, que captarão de forma salutar.

Desse modo, ligar-se-ão a ti pelos preciosos liames do pensamento, mantendo intercâmbio sutil contigo, dialogando, ajudando-te caso não possam, por enquanto, fazê-lo diretamente pelos processos mediúnicos
mais positivos...


Isto posto, pensa em ti próprio. Cada instante da experiência física mais te aproxima da realidade espiritual. Reflexiona como te encontras, o que já fizeste, o que  possuis para conduzir, porquanto, também desencarnarás, apesar da saúde  que ora desfrutas ou da situação em que laboras otimista.

 
Diante dos que partiram na direção da Morte, assume o compromisso de preparar-te para o reencontro com eles na Vida abundante, e não adies realizações superiores, que te serão valiosas.

 
Sabendo-os vivos, enxuga o pranto que a dor pungente da grande transição propicia, considerando que, além da sepultura aparentemente misteriosa, a vida estua, e, depois do umbral de cinza e pó em que o corpo se converte,
brilha a madrugada da Imortalidade que nos domina e felicita.

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo P. Franco]
[Celeiro de Bênçãos]

O amor incondicional

Essa daqui eu encontrei no Facebook. Os créditos estão  no final do texto.
AMOR DE AMIGO
Durante um confronto bélico, um orfanato de missionários, numa aldeia vietnamita, foi atingido por várias bombas.

Os missionários e duas crianças morreram na hora e muitas ficaram feridas, inclusive uma menina de 8 anos.

Através do rádio de uma aldeia vizinha, os habitantes buscaram socorro dos americanos. Um médico da Marinha e uma enfermeira chegaram trazendo apenas maletas de primeiros socorros.

Perceberam logo que o caso mais grave era o da menina.
Se não fossem tomadas providências imediatas, ela morreria por perda de sangue. Era urgente que se fizesse uma transfusão.

Saíram à procura de um doador com o mesmo tipo sanguíneo.
Os americanos não tinham aquele tipo de sangue, mas muitos órfãos que não tinham sido feridos poderiam ser doadores.

O problema agora, era como pedir às crianças, já que o médico conhecia apenas algumas palavras em vietnamita e a enfermeira tinha poucas noções de francês.

Usando uma mistura das duas línguas e muita gesticulação, tentaram explicar aos assustados meninos que, se não recolocassem o sangue perdido, a menina morreria.

Então perguntaram se alguém queria doar sangue.
A resposta foi um silêncio de olhos arregalados.
Finalmente, uma mão levantou-se timidamente, deixou-se cair e levantou de novo.

- Ah, obrigada - disse a enfermeira em francês. - Como é o seu nome?
O garoto respondeu em voz baixa: Heng.

Deitaram Heng rapidamente na maca, esfregaram álcool em seu braço e espetaram a agulha na veia.
Durante esses procedimentos, Heng ficou calado e imóvel.
Passado um momento, deixou escapar um soluço e cobriu depressa o rosto com a mão livre.

- Está doendo, Heng? - perguntou o médico.

Heng abanou a cabeça, mas daí a pouco escapou outro soluço e mais uma vez tentou disfarçar.   
O médico tornou a perguntar se doía, e ele abanou a cabeça outra vez, significando que não.

Mas os soluços ocasionais acabaram virando um choro declarado, silencioso, os olhos apertados, o punho na boca para estancar os soluços.

O médico e a enfermeira ficaram preocupados.
Alguma coisa obviamente estava acontecendo.
Nesse instante, chegou uma enfermeira vietnamita, enviada para ajudar.

Vendo a aflição do menino, falou com ele, ouviu a resposta, e tornou a falar com voz terna, acalmando-o.
Heng parou de chorar e olhou surpreso para a enfermeira vietnamita.
Ela confirmou com a cabeça e uma expressão de alívio estampou-se no rosto do menino.

Então ela disse aos americanos:
- Ele achou que estava morrendo.
Entendeu que vocês pediram para dar todo o sangue dele para a menina poder viver.

- E por que ele concordou? Perguntou o médico.
A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta, e Heng respondeu simplesmente:

- Ela é minha amiga.

Pense nisso!

Você já pensou em ser um doador de sangue?
Geralmente só o fazemos quando a necessidade é de um familiar ou um ente querido, mas a solidariedade convida-nos a doar para salvar vidas.
Tornando-nos um doador voluntário, estaremos contribuindo grandemente com a sociedade.

Pense nisso!

Momento Espírita, com base na história Um amor maior, de John W. Mansur, de O livro das virtudes, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira.

A Consciência e as leis divinas.


Livro dos Espíritos
Pergunta 621:  Onde está escrita a lei de Deus?
"Na consciência"

Do livro "Francisco de Assis", ditado pelo Espírito Miramez. retiro este trecho da página 291:

                           "- Pai Francisco, será para mim especialmente agradável, se ouvisse algo mais sobre o que é a Consciência de que muitos falam, mas pouco se diz, permitindo uma compreensão mais profunda."  

                   O nosso irmão Francisco, com os lábios ocupados por um sorriso espontâneo, deu um intervalo entre a pergunta e resposta, de modo que as idéias pudessem surgir em ambiente de inspiração superior.  E argumentou com presteza:

                  - Frei Rogério!... É de notória comprteensão que esse assunto participe das cogitações de Deus, no recôndito da alma.  Os nossos teólogos, homens por vezes inspirados, deixam escapar, de vez em quando, algo que nos sacia a sede de saber sobre a consciência , mas eles mesmos duvidam do que falam, por lhes faltar segurança, neste assunto de difícil entendimento.  Foi muito boa a lembrança e rogo a todos que oremos em conjunto, para que possamos buscar mais além  o que ainda não entendemos com precisão.  Quero o parecer de todos a respeito deste assunto,  porque é nesta preocupação cristã que encontraremos o princíio do caminho que nos levará à fonte de sabedoria. 

                      Já li alguma coisa sobre esse assunto no grande livro da natureza, folheado pelas experiências, pelas mãos de cada dia, e encontrei, caros companheiros, uma abundância de códigos representativos, cuja interpretação será dada pelos que os leram como eu.  No entanto, não devo dar a minha opinião pessoal.  Rogo a inspiração divina para que eu possa servir de instrumento, não para falar aquilo que me agrada, mas o que for o certo.  Eu peço a verdade.

                       Vejo a alma, Frei Rogério, como se fosse uma espiga de milho.  A espiga é protegida por várias palhas sobrepostas, estando no centro, o sabugo, dando firmeza aos grãos.  Parece-me que o espírito é obrigado, em obediência às leis de  Deus, de se revestir de inúmeros corpos, que podemos chamar roupagens espirituais, para com elas descer neste mundo, de acordo com a determinação  divina.  Sem essa proteção, não poderia se mostrar no mundo das formas.  No centro, existe um corpo de comando, no qual o Espírito sente a grandeza de Deus, e acata as ordens mais sutís.  Paulo disso era conhecedor, quando dizia nestes termos, em que muito medito: "O Cristo em mim é motivo de glória."

                          Jesus nos fala por esse campo de sensibilidade, que se aguça cada vez mais com a nossa maturidade espiritual.  Esse campo é a Consciência.  Os outros corpos são mutáveis, como que para encontrarmos a realidade, mas o centro faz parte da Divina Presença e, dado à sua sutileza que se esconde nas dobras do tempo e que somente Deus conhece na sua totalidade, registra tudo o que fazemos, que pensamos e que sentimos, em uma área infinita, onde sempre há lugar para mais coisas.

                          Que Deus me perdoe, se falo  o que não devo; entretanto, encontro neste assunto uma grande alegria, por nos dar motivo de somente gravar em nós tudo que se relaciona com o Amor."
(...)  
  

A dedicação para com a família.


Todos aqueles que surgem em nosso caminho, que se aproximam, que interagem conosco, são dirigidos pelos trabalhadores extrafísicos.  Há toda uma máquina trabalhando (de modo ainda incompreensível para nossos entendimento) para que os encontros se realizem, para que as oportunidades se apresentem.

As oportunidades são inúmeras e uma delas é a família. Espôsa, filhos, irmãos... de ordinário, na verdade, isto não constitui novidade alguma para a individualidade, que em nosso nível evolutivo, já chega aqui no planêta sabendo que tem necessidades espirituais a serem atendidas. Básicamente, é necessário que haja a aproximação com Deus, seja ligado o desconfiômetro e ficar atento, porque não se pode alegar desconhecimento às leis divinas, que são arquivadas dentro da consciência.
Está no Livro dos Espíritos, questão 621.

Tudo aquilo que espelhar orgulho, deve ser repelido.

Cada um de nós não é o centro das atenções e o próximo sempre será mais importante que nós...

exercitar a caridade, não importanto a quem...ter sempre em mente que estamos de passagem por aqui e que daqui nada que for material poderá permanecer conosco, mas que há uma forma do material se transformar em aquisição espiritual que pode ser remetido, sem pagamento de impostos a um paraíso espiritual. Cada um de nós tem, no além túmulo, um lugarzinho que costumam chamar de sementeira. É lá nesta sementeira  que vamos colocando, a cada gesto de amor, de caridade, seja material ou espiritual. Isto acontece de forma automática e não há chances de ser desviado ou esquecido, assim como também não há possibilidade de ser esquecida cada omissão, cada agressão, que for imposta a um irmão nosso.

A nosso benefício, seremos  avaliados no todo, considerando as existências pregressas.

Um dos escolhos ou tarefas a executar em que podemos nos sair bem ou adquirir compromissos  no porvir é com a família.

Sabemos que via de regra, as famílias no plano material reunem irmãos que trazem débitos entre si. Por este fato, é importante que haja o amor entre todos num lar ou família... que não sejamos capazes de ver um vizinho passar dificuldades enquanto  desperdiçamos com supérfluos.

Materialmente, nossas necessidades básicas são as mesmas e nada impede que usufruamos do fruto do trabalho honesto para viver um pouco melhor, com mais conforto, mas que não sejamos capazes de ver o irmão sem o mínimo para sobreviver. Isto compreende as necessidades materiais e espirituais.

O texto, a seguir, foi retirado de uma página no Facebook e é uma lição muito importante a cada um de nós.  Não apenas quanto aos filhos, mas com a família em geral e com aqueles que nos cercam.
Muitas vezes, uma simples palavra do que nos é óbvio ilumina o caminho de um irmão.



FILHO: "Pai, posso fazer uma pergunta?"

PAI: "Sim, claro, o que é?"


FILHO: "Pai, quanto você ganha em uma hora?"


PAI: "Isso não é da sua conta, por que você pergunta uma coisa dessas?"


FILHO: ". Eu só quero saber - Por favor me diga, quanto você ganha em uma hora?"


PAI: "Se você quer saber, eu ganho R$ 100 por hora."


FILHO: "Oh (com a cabeça para baixo)!


FILHO: "Pai, posso pedir por favor R$ 50?"


E, O pai se enfurece.


PAI: "Se a única razão que você perguntou é essa , para conseguir algum dinheiro e comprar mais um brinquedo ou alguma outra coisa sem sentido?


PAI:-Vá direto para o seu quarto ,para sua cama,e pense o por que você está sendo tão egoísta. Eu trabalhando duro todos os dias para ver tal comportamento infantil ".

O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta.
O homem sentou e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do menino.

PAI: Como ele ousa fazer tais perguntas só para conseguir algum dinheiro?

Depois de cerca de uma hora, o homem tinha se acalmado e começou a pensar:
Talvez houvesse algo que ele realmente precisasse comprar com esses R$ 50 ,e ele realmente não pedia dinheiro com muita freqüência.
O homem foi até a porta do quarto do menino e abriu a porta.

PAI: "Você está dormindo, meu filho?"


FILHO: "Não pai, estou acordado".


PAI: "Eu estive pensando, talvez eu tenha sido muito duro com você antes.
-Tive um longo dia , e não deveria ter descontado meu stress em voce
Aqui estão os R $ 50 que você pediu..."

O menino se levantou sorrindo.

FILHO: "Oh, obrigado pai!"

Então, chegando em seu travesseiro ele puxou alguns trocados amassados.
O homem viu que o menino já tinha algum dinheiro, começou a se enfurecer novamente.
O menino lentamente contou o seu dinheiro, e em seguida olhou para seu pai.

PAI: "Por que você quer mais dinheiro se você já tem? "


FILHO: "Porque eu não tinha o suficiente, mas agora eu tenho.


FILHO: "Papai, eu tenho R$ 100 agora. Posso comprar uma hora do seu tempo?


Por favor, venha para casa amanhã cedo. Gostaria de jantar com você."
O pai foi esmagado. Ele colocou os braços em volta de seu filho, e pediu o seu perdão.
Isto é apenas uma pequena lembrança a todos vocês que trabalham arduamente na vida.
Não devemos deixar o tempo passar atraves dos nossos olhos sem ter passado algum tempo com aqueles que realmente importam para nós, os perto de nossos corações.
Não se esqueça de compartilhar que vale R$ 100 de seu tempo com alguém que você ama? Se morrermos amanhã, a empresa que estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de dias. Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas vidas. E chegou a pensar nisso, nós derramamos-nos mais em trabalho do que a nossa família.
Algumas coisas são mais importantes.

sábado, 13 de julho de 2013

Museu da Loucura- Barbacena MG

As moradas espirituais.. o consolador prometido...Crede em mim




Em Mateus, capítulo XIV:

1 - Não se turbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim!

2 - Na Casa do meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos o lugar.
 

3 - E depois que eu me for, e vos houver preparado o lugar, virei outra vez e vos levarei comigo; assim, onde eu estiver, vós estareis também.
 

4 - Sabeis o caminho do lugar aonde vou.
 

5 - Tomé o interpelou: "Senhor, não sabemos para onde vais. Como poderíamos, pois, conhecer o caminho?"
 

6 - Respondeu-lhe Jesus:
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim,
 

7 - Se conhecesseis a mim, conhecereis também a meu Pai.
Desde já O conheceis e O vistes."
 

8 - Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta."
 

9 - Disse-lhe Jesus: Há tanto tempo que convivo convosco e ainda não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como podes dizer: Mostra-nos o Pai?
 

10 - Não crés que eu estou no Pai e o Pai está em mim?
Não vêm de mim as palavras que vos digo: o Pai, que permanece em mim, é quem realiza estas obras.
 

11 - Crede-me: eu estou no Pai e o Pai em mim.
Senão, crede ao menos em razão das obras.
 

12 - Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê em mim fará as obras que eu faço.
E fará até maiores, porque vou ao Pai.
 

13 - E o que pedirdes ao Pai em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
 

14 - Se me pedirdes algo em meu nome, eu o farei.
 

15 - Se me amais, guardareis meus mandamentos.
 

16 - E rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito que fique eternamente convosco:
 

17 - O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece.
Vós o conheceis porque permanece entre vós e está em vós.
 

18 - Não vos deixarei órfãos. Hei de voltar a vós.
 

19 - Mais um pouco e o mundo não me verá.
Mas vós me haveis de tornar a ver, porque eu vivo e vós também vivereis.
 

20 - Nesse dia, compreendereis que estou no Pai, e vós em mim e eu em vós.
(Nota: Paráclito : sinônimo: consolador)

As várias moradas da Casa do Pai estão espalhadas pelo Universo, pelos mundos materiais e nos invisíveis aos olhos dos homens, que são incapazes de percebê-los enquanto despreparados.

Jesus não falou sobre dormir até o fim dos tempos; Êle ele ensinou que a vida é trabalho constante pela caridade.



 EVANGELHO  SEGUNDO O ESPIRITISMO 
CAPÍTULO VI

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS 

Advento do Espírito de Verdade 

5. Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e
dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade:
o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem 
as ondas.
Revelei a doutrina divina e como um ceifeiro, reuni em feixes o bem
esparso no seio da Humanidade e disse:  "Vinde a mim, todos vós que sofreis." 

Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz 
ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. 
Meu Pai  não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos 
outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, 
vos socorrais mutuamente,  e que se faça ouvir não maisa voz dos profetas e
dos apóstolos, mas a dos que já não  vivem na Terra, a clamar: Orai e crede! 
pois que a morte é a ressurreição, sendo a vida   a prova buscada e durante a 
qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro. 

Homens fracos, que compreendeis as trevas das vossas inteligências, 
não afasteis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos para vos clarear 
o caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai. 

Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa
fraqueza imensa, para deixar de estender mão socorredora aos infelizes transviados
que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai sobre as coisas
que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com as verdades. 

Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.
No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana
os erros  que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o 
nada, vozes vos clamam:  "Irmãos! nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor
do mal, sede os vencedores da impiedade."
 - O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Holocausto brasileiro em Barbacena - MG

Materia publicada no Jornal O Dia, em 12/07/2013
 Holocausto brasileiro
IG - RENAN TRUFFI


São Paulo - “Milhares de mulheres e homens sujos, de cabelos desgrenhados e corpos
 esquálidos cercaram os jornalistas. (...) Os homens vestiam uniformes esfarrapados,
tinham as cabeças raspadas e pés descalços. Muitos, porém, estavam nus.
 Luiz Alfredo viu um deles se agachar e beber água do esgoto que jorrava sobre o pátio.
Nas banheiras coletivas havia fezes e urina no lugar de água. Ainda no pátio,
ele presenciou o momento em que carnes eram cortadas no chão. O cheiro era detestável,
assim como o ambiente, pois os urubus espreitavam a todo instante”.

A situação acima foi presenciada pelo fotógrafo Luiz Alfredo da extinta revista
O Cruzeiro em 1961e está descrita no livro-reportagem Holocausto Brasileiro,
da editora Geração Editorial, que acaba de chegar às livrarias de todo o País.
 Ainda que tenha semelhanças com um campo de concentração nazista, o caso
 aconteceu em um manicômio na cidade de Barbacena, Minas Gerais,onde ocorreu
 um genocídio de pelo menos 60 mil pessoas entre 1903 e 1980.

Apesar de ser uma história recente, o fato de um episódio tão macabro permanecer
desconhecido pela maioria dos brasileiros inspirou a jornalista Daniela Arbex.
“Eu me perguntei: como minhageração não sabe nada sobre isso?”. A obra conta
a história do maior hospício do Brasil, que ficouconhecido como Colônia e leva este
 nome por ter abrigado atos de crueldade parecidos com osque aconteceram na
 Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.

“Dei esse nome primeiro porque foi um extermínio em massa. Depois porque os
pacientes também eram enviados em vagões de carga (ao manicômio). Quando eles
chegavam, os homens tinham a cabeça raspada, eram despidos e depois
uniformizados”, explica a autora. Daniela não foi a única a comparar Colônia
ao holocausto. No auge dos fatos, em 1979, o psiquiatra italiano Franco Basaglia
visitou o hospício com a intenção de tentar reverter o que ocorria no local. 
“Estive hoje num campo de concentração nazista. Em nenhum lugar do mundo presenciei uma tragédia como essa”, disse na ocasião.

A Colônia foi inaugurada em 1903 e continua aberta até hoje, mas o período
de maior barbárie aconteceu entre 1930 e 1980, quando pessoas eram internadas sem
terem sintomas de loucura ou  insanidade. Segundo o livro-reportagem, cerca de 70%
das pessoas não tinham diagnóstico de   doença mental. “Foi o momento mais dramático.
 A partir de 1930, os critérios médicos  desapareceram. Em 1969, com a ditadura,
o caso foi blindado. Não gosto de chamar assim, mas (entre 1930 e 1980) foi um
período negro. Foi criado para atender pessoas com deficiência mental,  mas acabou
sendo usado para colocar pessoas indesejadas socialmente, como gays, negros,
prostitutas, alcoólatras”, contou.

Livro conta história de hospício em Barbacena que arrecadou R$ 600 mil com venda
de corpos (entre 1930 e 1980) foi um período negro. Foi criado para atender pessoas
com deficiência mental,  mas acabou sendo usado para colocar pessoas indesejadas
socialmente, como gays, negros, prostitutas, alcoólatras”, contou.

Daniela contou ainda que a ordem para internação das pessoas na Colônia vinha dos
mais influentes da sociedade na época. “Quem decidia é quem tinha mais poder.
Teve pessoas que foram enviadas pela canetada de delegados, coronéis, maridos que
queriam se livrar da mulher para viver com a amante. Não tinha critério médico nenhum.
Tem documento  que mostra que o motivo da internação de uma menina de 23 anos
foi tristeza”, criticou.

Ao chegarem ao manicômio, os internados  tinham uma rotina “desumana”.
Eles dormiam juntos em salas grandes sem cama. Todos  tinham que se deitar sobre
o chão do cômodo, que era coberto apenas por capim. Acordavam  por volta das 5h da
manhã e eram enviados para os pátios, onde ficavam até 19h, todos os  dias.
“Barbacena é uma cidade muita fria. Até  hoje tem temperatura muito baixa para os
padrões brasileiros. Pessoas eram mantidas nuas nos pátios em total ociosidade.
Pensa   bem que condição sub-humana”, disse a  jornalista.

Além disso, a alimentação na Colônia era  precária, o que causou a desnutrição e,
consequentemente, o desenvolvimento de doenças em vários dos “pacientes”.
“Eles tinham uma alimentação muito pobre, de pouca qualidade nutritiva.
Muitas pessoas passavam fome. Tem histórias de gente que em momento de
desespero comeu ratos ou pombas vivas. (...) As pessoas acabavam tendo sede
e bebiam urina ou esgoto porque  tinha fossas no pátio. Não tinha nenhuma
privacidade. Até 1979 era assim, faziam xixi e coco na  frente de todo mundo",
explicou.

O fato dos homens, mulheres e até crianças ficarem pelados o tempo todo criava
um clima de promiscuidade no manicômio. Há relatos de mulheres que foram
estupradas por funcionário.

“Consegui depoimentos nesse sentido de (estupro e abuso sexual), mas não consegui
provar. Tem  um caso de uma mulher que disse ter engravidado de um funcionário.
Certo é que havia uma promiscuidade incrível. As pessoas eram mantidas nuas,
dormindo juntas nessas condições.

Crianças eram mantidas no meio dos adultos”, lamentou.

Além das condições insalubres, o hospício chegou a ter 5.000 pessoas ao
mesmo tempo, enquanto a capacidade original era para 200 pacientes.
Nesses períodos de maior lotação, 16 pessoas morriam todos os dias.
“Não era uma coisa determinada, não existia uma ordem (para matar).
 As  coisas foram se banalizando. Um funcionário via que outro fazia tal coisa
com o paciente e repetia.

As pessoas deixaram as coisas acontecerem. Não tinha essa coisa de vamos fazer
com essa finalidade. Era exatamente por omissão”, comentou.
Venda de corpos  Mas a morte dava lucro. A autora do livro conta que encontrou
registros de venda de 1.853 corpos, entre 1969 e 1980, para faculdades de medicina.
“O que a gente não sabia e conseguimos descobrir, com a ajuda da coordenação
do Museu da Loucura, foi que 1.853 corpos foram  vendidos para 17 faculdades de
medicina do País. O preço médio era de 50 cruzeiros. Dá um total de R$ 600 mil reais,
se atualizarmos a moeda. Tem documento da venda de corpos. De janeiro a
junho de um determinado ano, por exemplo, a Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG)  recebeu 67 peças, como eles mencionavam os corpos”, afirma.

Depois de algum tempo, o mercado deixou de comprar tantos cadáveres.
Os funcionários passaram, então, a decompor os corpos dos mortos com ácido
no pátio da Colônia, diante dos  próprios pacientes, para comercializar também
as ossadas.

O caos estabelecido na Colônia foi descoberto pela revista O Cruzeiro, que publicou
em 1961 uma  reportagem de denúncia de José Franco e Luiz Alfredo, entrevistado
por Daniela Arbex no livro. A  autora conta que, na época, houve comoção em torno
do caso, mas as condições continuaram as mesmas no hospício. “Na época, o
(ex-presidente) Jânio Quadros estava no poder. Ele falou que ia  mandar dinheiro
para a Colônia, falaram que ia fazer acontecer e nada. Não foi feito nenhum tipo
de intervenção que fizessem os absurdos cessarem. De 1961 até 1979,
a situação continuou tão  grave quanto”, explica.

As “atrocidades” no hospício só começaram a diminuir quando a reforma psiquiátrica
ganhou fôlego em Minas Gerais, em 1979. Hoje, o manicômio é mantido pela
Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) e conta com 160
pacientes do período em que o local parecia mais um  “campo de concentração”.
Ninguém nunca foi punido pelo genocídio.



domingo, 7 de julho de 2013

Notas sobre a evolução anímica



Com a ajuda do Durval Ciamponi, em Perispírito e Corpo Mental, no capítulo 4.

Eis aqui uma questão a ser considerada:

Na questão 127 do L.E:
Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais?

R.: São criados iguais, mas não sabendo de onde vêm, é preciso que o livre-arbítrio siga seu curso. Progridem mais ou menos rapidamente, tanto em inteligência quanto em moralidade.

Na primeira edição do Livro dos Espíritos, era assim a questão 127:


L´âme de l ´homme n´auraitelle pont éte d´abord le principe de vie des derniers etres vivants de la création pour arriver, par une loi progressive, jusqu´à l´homme en parcourant les divers degrés de l´échelle organique?

A resposta dos espíritos :
" Non! non! hommes nous sommes nés"

e o comentário de Kardec:

"Quelle que soit la diversité des existences par lesquelles passe notre esprit ou notre âme, elles apparliennent toutes à l´humanité; ce sair une erreur de croire que, par une loi progressive, l´homme a passé par les differentes degrés de l´échelle organique pour arriver aà son état actuel. Ainsi son âme ná point éte d´abord le principe de vie des derniers êtres animés de la création pour arriver sucessivement au degré supérieur: à l´homme."

Tradução:
127 - A alma do homem não teria sido primitivamente o princípio vital dos ínfimos seres vivos da criação, que chegou, ex-vi de lei progressiva, até o ser humano, percorrendo os diversos graus da escala orgânica?

Resposta:
Não! Não!Os Espíritos, homens, somos desde natos. Cada ser vivo só progride na sua espécie em sua essência. O homem não foi jamais outro ser senão homo.

A tradução do comentário de Kardec asssim:

"Seja qual for a diversidade das existências por que passe o nosso espírito ou nossa alma, elas pertencem todas à espécie humana; seria um erro supor que ex-vi duma lei progressiva, o homem haja passado pelos diferentes graus da escala orgânica para chegar ao seu estado atual."

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Na segunda edição os Espíritos da Codificação deram respostas diferentes, pelas razões que Durval expõe:


a) a primeira hipótese existe, como reflexo do conhecimento adquirido, também entre os Espíritos, que nada mais eram senão a alma dos homens que haviam morrido, decorrente do fundamento bíblico da criação por Deus dos seres vivos, vegetais, animais, homem e transmitidos de geração a geração, por milênios, como verdade de fé;

b) o princípio filosófico de que a natureza não dá saltos e, por consequência, também não o dá o aprimoramento da alma, que paulatinamente liberta-se das idiossincrasias, misticismos e superstições do passado, à medida que se aperfeiçoa;

c) a necessidade do homem não ter de crer por crer, nas informações advindas das revelações mediúnicas, mas, simn, de descobrir sua verdade. Esta dualidade de informações, como as existentes em muitos outros casos, gera o princípio da dúvida ou o do ser ou não ser, que sempre esteve presente no contraditório do homem que busca maior conhecimento;

d) a razão de haver, como ainda há, no Mundo Extrafísico, Espíritos que admitem a criação da alma, a partir do homem, como fala Emmanuel, em Emmanuel, capítulo XVII. Diz este autor, falando da relação entre o homem e os animais, que existe no próprio círculo dos estudiosos dos espaços o grupo dos opositores das grandes idéias sobre o evolucionismo do princípio espiritual através das espécies, mas que ele se sentia à vontade para declarar que todos nós já debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles os nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer.


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606. De onde retiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que eles são dotados?

R.: "Do elemento inteligente universal."
a) A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único?
R.: "Sem dúvida alguma, mas, no homem, ele recebeu uma elaboração que o eleva acima daquele que anima o animal."

607- Foi dito que a alma do homem, em sua origem, está no estado correspondente ao da infância, na vida corporal; que sua inteligência apenas desabrocha e que se ensaia para a vida (190); onde o Espírito efetua esta primeira fase?

R.: "Numa série de existências que precedem o período a que chamais Humanidade."


a) Então, parece ter sido a alma o princípio inteligente dos seres da criação?

R: "Já não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende para a unidade? É nesses seres, cuja totalidade estais longe de conhecer, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza, pouco a pouco, e se ensaia para a vida, como já vos disseos. É de alguma forma, um trabalho preparatório, como o da germinação, em consequência do qual o princípio inteligente experimenta uma transformação e se torna "Espírito. É, então, que começa para ele o período da humanidade e com ela a consciência de seu futuro, a distinção do bem e do mal e a responsabilidade de seus atos; assim cmo, depois do período da infância, vem o da adolescência, depois a juventude e, finalmente, a idade madura. Aliás, nada há nesta origem, que deva humilhar o homem. Os grandes gênios sentem-se humilhados por ter sido fetos informes nas entranhas de sua mãe? Se alguma coisa deve humilhá-lo é sua inferioridade diante de Deus e sua impotência para sondar a profundeza de seus designios e a sabedoria das leis que regulam a harmonia do universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia que faz com que tudo seja solidário na Natureza. 


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Acreditar que Deus tivesse podido fazer alguma coisa sem objetivo e criar seres inteligentes sem futuro, seria blasfemar contra sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas."

b) Esse período de humanização começa na nossa Terra?

R.: "A terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana; o período da humanização começa, em geral, em mundos ainda mais inferiores; isto, todavia, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, estivesse apto a viver na Terra. Este caso não é frequente e seria, antes, uma exceção"

610 - Então, os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da criação enganaram-se?

R.: Não, mas a questão não tinha sido desenvolvida e há, aliás, coisas que não podem vir senão a seu tempo grifei . O homem é, com efeito, um ser à parte, pois possui faculdades que o distinguem de todos os outros e tem um outro destino. A espécie humana é a que Deus escolheu para encarfnação dos seres que podem conhecê-lo."


No comentário da questão 613, Kardec publicou que o ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se prendem ao princípio das coisas e que estão nos segredos de Deus.

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Na questão 728-a, os Espíritos deixaram explícito que apenas o corpo, o acessório, é destruído e que a parte essencial, ou seja, o princípio inteligente é indestrutível e se elabora nas diferentes metamorfoses que experimenta.


Nesse ponto, Durval Ciamponi menciona que cabe aos Espíritos mais elevados, em condição de administrar essa fase evolutiva, "justificando a elaboração e a existência da gênese espiritual, na esfera extrafísica, que gera, em consequência, a gênese orgânica, na esfera física".


Em "A Gênese", no capítulo X, item 23: "segundo a opinião de alguns filósofos espiritualistas, o princípio inteligente, distinto do princípio material, se individualiza, se elabora, passando pelos diversos graus da animalidade .

Nota-se que Kardec teve a intenção de excluir os vegetais da linha evolutiva em estudo.


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Tal afirmativa encontra respaldo na questão 71:
A inteligência é um atributo do princípio vital?

R.: Não, visto que as plantas vivem e não pensam; elas só possuem a vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, já que um corpo pode viver sem a inteligência; mas, a inteligência só pode manifestar-se por meio de órgãos materiais; é necessária a união do espírito para intelectualizar a matéria animalizada."

Devemos lembrar também que o instinto não é independente da inteligência e eles podem se confundir com frequência. Na verdade o instinto é uma inteligência rudimentar.

Na questão 586:
As plantas têm consciência de suas existências?

R.: "Não; elas não pensam; sõ têm vida orgânica.

Na questão 590, perguntados:

Haverá nas plantas, como nos animais, um instinto de conservação que os leve a procurar o que lhes possa ser útil e a evitar o que lhes possa ser nocivo?


R.: "Há , se o quiserdes, umja espécie de instinto dependendo da extensão que se dê a esta palavra; mas ele é puramente mecânico. Quando, nas operações da química, vedes dois corpos se reunirem, é que eles se convêm, isto é, é que há, entre eles, afinidade; não chamais isso de instinto."

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Prosseguindo, na questão 591 do L.E:

Nos mundos superiores, as plantas são de uma natureza mais perfeita, como os outros seres?

R.:"Tudo é mais perfeito; as plantas, porém, são sempre plantas, como os animais são sempre animais e os homens sempre homens."

Lembremo-nos, ainda, da questão 115 do L.E:
Dentre os espíritos, uns foram criados bons e outros maus?

R.: "Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. Deu, a cada um deles uma missão, com o objetivo de esclarecê-los e de fazê-los chegar, progressivamente, à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para aproximá-los dele.
A felicidade eterna e sem mescla está, para eles, nesta perfeição. Os espíritos adquirem esses conhecimentos passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam estas provas com submissão e chegam mais prontamente ao objetivo que lhes está destinado; outros só as suportam murmurando e, assim, permanecem, por sua culpa, afastados da perfeição e da felicidade prometida."

a) Conforme dizeis, os Espíritos, em sua origem, se assemelham a crianças, ignorantes e sem experiência, adquirindo, porém, pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrerem as diferentes fases da vida?
R.: Sim, a comparação é correta; a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; aproveita, mais ou menos, conforme sua docilidade; mas a vida do homem tem um termo e a dos Espíritos se estende ao infinito."
                        

Apesar das divergências entre as edições 1ª e 2ª do L.E., está bem claro que o princípio inteligente percorre os planos incorporando deles os fluidos característicos de cada um desses níveis, evoluindo muito no mundo animal;  até essa fase é espirito, com "e" minúsculo.
 Quanto ao Espírito, com "E" maiúsculo, somente transita pelo reino hominal.

Evocação dos animais

No Livro dos Médiuns, vamos encontrar no item 283 - Evocações dos Animais na 36ª pergunta:

Pode evocar-se o Espírito de um animal?

Os Espíritos da Codificação Kardequiana responderam:

"Depois da morte do animal, o princípio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado por certos Espíritos incumbidos disso, para animar novos seres em os quais continua ele a obra de sua elaboração.  Assim, no mundo dos Espíritos não há,errrantes, Espíritos de animais, porém unicamente  Espíritos humanos,"

a) Como é então que tendo evocado animais, algumas pessoas hão obtido resposta?

"Evoca um rochedo e ele te responderá.  Há sempre uma multidão de Espíritos prontos a tomar a palavra, sob qualquer pretexto."


Os animais têm uma espécie de alma, se assim quisermos chamar. Eles têm um princípio inteligente que vai sendo elaborado com as idas e vindas até que consigam desenvolver o pensamento contínuo e a razão. Eles ainda não têm o livre arbítrio e a diferença entre o animal e o homem é muito grande, tal como a de um homem comum para Deus.

A Histogênese Espiritual

O homem, quando encarnado, é composto de: 
 - corpo físico,
-  duplo etérico, (fluido animalizado)
-  corpo perispiritual (perispírito) 
-  Alma (é o espírito na condição de encarnado) 

 - Questão 134 do Livro dos Espíritos :
 Que é a alma?  Resposta: "Um Espírito encarnado.").

Na questão 135 Kardec perguntou aos Espíritos da Codificação:

135. Há no homem outra coisa além da alma e do corpo?

Resposta: "Há o laço que une a alma ao corpo." 

Kardec prosseguiu perguntando na questão 135-a:

Qual a natureza desse laço?

Resposta dos Espíritos:

"Semimaterial,  isto é, intermediário entre o Espírito e o corpo.  É preciso que seja assim para que eles possam comunicar-se  um com o outro.  Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e vice-versa."

- O homem é, portanto, formado de tres partes essenciais:

1º) O corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;

2º) A Alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;

3º) O princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e une a alma ao corpo.  Tais são, num fruto, a semente, a polpa e a casca

Quando ele desencarna, a vida continua, mas agora segue sem o corpo físico e sem o duplo etérico (que se esvai no nosso ambiente), pois a matéria do duplo  pertence ao nosso plano, embora o homem não tenha condição de percebê-la com os sentidos normais, tal como não pode perceber visualmente o ar  que respira.

O perispírito, também conhecido por psicossoma, corpo perispiritual, dentre outros, é ligado ao corpo físico por um laço fluídico. Quando este laço é rompido (em acidentes, por exemplo) ou quando ele se desliga, a exemplo da morte natural, o restante da energia contida no duplo etérico se esvai na atmosfera e o perispírito se desprende. O homem passa, então, à condição de desencarnado, e o perispírito, que nunca é separado do espírito, passa a ser o seu corpo que irá identificá-lo, com a aparência que tinha durante sua última existência em nosso plano.  Ele passa a transitar no plano astral com este corpo perispiritual.

Mas, então, podemos concluir que o perispírito do encarnado é o mesmo do desencarnado?

-   A maioria dos quem lêem sobre o assunto imagina que sim, mas  não é bem assim o que nos ensina o Espírito André Luiz, no livro Evolução em 2 Mundos, no capítulo HISTOGÊNESE ESPIRITUAL, onde ele informa que a criatura elabora órgãos novos, o que é diferente de novos órgãos.

Vou reproduzir, agora o trecho do livro Evolução em 2 Mundos, onde André Luiz ensina sobre a Histogênese Espiritual e a formação de um corpo perispiritual diferente daquele que a individualidade transitou quando encarnada:





“HISTOGÊNESE ESPIRITUAL”

— Assim também, a criatura humana, depois do período infantil, atravessa expressi­vas etapas de renovação interior, até alcançar a madureza corpó­rea, não obstante apresenta-se com a mesma forma exterior, porqüanto somente após o esgotamento da força vital no curso da vida, através da senectude ou da caquexia por intervenção da enfermidade, é que se habilita à transformação mais profunda.



Nesse período característico da caducidade celular ou da moléstia irreversível, demonstra gradativa diminuição de ativi­dade, não mais tolerando a alimentação.



Pouco a pouco, declinam as suas atividades fisiológicas e a inércia substitui-lhe os movimentos.



Protege-se, desde então, no repouso horizontal em decú­bito, quase sempre no leito, preparando o trabalho liberatório.


Chega, assim, o momento em que se imobiliza na cadaverização, mumificando­-se à feição da crisálida, mas envolvendo-se no imo do ser com os fios dos próprios pensamentos, conser­vando-se nesse casulo de forças mentais, tecido com as suas próprias idéias reflexas dominantes ou secreções de sua própria mente, durante um período que pode variar entre minutos, ho­ras, dias, meses ou decênios.

No ciclo de cadaverização da forma somática, sob o go­verno dinâmico de seu corpo espiritual, padece extremas altera­ções que, na essência, correspondem à histólise das células físicas, ao mesmo tempo que elabora órgãos novos pelo fenômeno que podemos nomear, por falta de termo equivalente, como sen­do histogênese espiritual, aproveitando os elementos vivos, desagregados do tecido citoplasmático, e que se mantinham até então, ligados à colmeia fisiológica entregue ao desequilíbrio ou à decomposição.

A histólise ou processo destrutivo na desencarnação re­sulta da ação dos catalisadores químicos e de Outros recursos do mundo orgânico que, alentados em níveis de degenerescéncia, operam a mortificação dos tecidos e, do ponto de vista do corpo espiritual, afetam principalmente a morfologia dos músculos e os aparelhos da nutrição, com escassa influência sobre os siste­mas nervoso e circulatório.

Pela histogênese espiritual, os tecidos citoplasmáticos se desvencilham em definitivo de alguns dos característicos que lhes são próprios, voltando temporariamente, qual se atendessem a processo involutivo, à condição de células embrionárias multiformes que se dividem, através da cariocinese, plasmando, em novas condições, a forma do corpo espiritual, segundo o tipo imposto pela mente.



DESENCARNAÇÃO DO ESPÍRITO

 — Apenas aí, quando os acontecimentos da morte se realizam, é que a criatura humana desencarnada, plenamente renovada em si mesma, abandona o veículo carnal a que se jungia; contudo, muitas ve­zes íntimamente aprisionada ao casulo dos seus pensamentos dominantes, quando não trabalhou para renovar-se, nos recessos do espírito, passa a revelar-se em novo peso específico, segundo a densidade da vida mental em que se gradua, dispondo de no­vos elementos com que atender à própria alimentação, equiva­lentes às trompas fluídico-magnéticas de sucção, embora sem perder de modo algum o aparelho bucal que nos é característico, salientando-se, aliás, que semelhantes trompas ou antenas de matéria sutil estão patentes nas criaturas encarnadas, a se lhes expressarem na aura comum, como radículas alongadas de es­sência dinâmica, exteriorizando-lhes as radiações específicas, trompas ou antenas essas pelas quais assimilamos ou repelimos as emanações das coisas e dos seres que nos cercam, tanto quanto as irradiações de nós mesmos, uns para com os outros.

CONTINUAÇÃO DA EXISTENCIA 

— Metamorfosea­da, pois, não obstante o fenômeno da desencarnação, a persona­lidade humana continua, além-túmulo, o estágio educativo que iniciou no berço, sem perder a própria identidade, somando consigo as experiências da vida carnal, da desencarnação e da metamorfose no plano extrafísico.

Perceberemos, desse modo, que a existência da criatura, na reencarnação, substancializa-se não apenas na Terra, onde atende à plantação dos sentimentos, palavras, atitudes e ações com que se caracteriza, mas também no Mundo Espiritual, onde incorpora a si mesma a colheita da sementeira praticada no campo físico, pelo desdobramento do aprendizado com que en­tesoura as experiências necessárias à sublime ascensão a que se destina.

Uberaba, 5/3/58. 


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Prosseguindo trago, a seguir, mais alguma coisa sobre o que nos dizem os  
Espíritos em relação ao corpo perispiritual do desencarnado em comparação
com o do encarnado.

Do livro "Cons[ciência]" de autoria espiritual do desencarnado Joseph Gleber,
a quem muito devemos aos entraves no programa nuclear desenvolvido pela
Alemanha, trecho  localizado a partir da página 35.

Pergunta 10:
"É possível fazer uma comparação entre o perispírito do encarnado e do 
desencarnado, que vive no estado de erraticidade? ou não haveria diferença
entre a natureza de ambos?  

- Podemos dizer que o perispírito do ser que, mesmo temporariamente, tenha  descartado os veículos densos, como o corpo físico e o duplo etérico, guarda algumas propriedades que o distinguem do psicossoma de meus irmãos encarnados.

Primeiramente, podemos assinalar o fator dimensional em que se localiza o psicossoma, ou melhor dizendo, ao qual está associado e em que está vibrando, em razão do seu estágio de aprimoramento. 

No caso de meus irmãos encarnados, o perispírito vibra inserido num contexto tridimensional,  próprio da experiência física, podendo ter uma vida de relacionamento  direto com a dimensão imediatamente superior, mas inserido e ligado  à dimensão física.
Por outro lado, nós, os chamados desencarnados, vibramos e existimos num contexto  quadridimensional.  No estágio tridimensional, o cordão de  prata e o corpo etérico  estão   ajoujados ao corpo físico, que se torna obediente aos comandos mentais superiores.

Em segundo lugar, é preciso considerar que a vida no corpo físico é uma caricatura ou imitação da vida na erraticidade, principalmente quando analisamos a capacidade do psicossoma do desencarnado de locomover-se e relacionar-se mais intensamente e de forma plena com outros seres de sua dimensão - o que não ocorre com os meus irmãos encarnados.  Esse aspecto é mais evidente quando se tomam as psicopatologias causadoras de distúrbios nos corpos espirituais de meus irmãos ainda prisioneiros do  escafandro físico:  é aí que se mostra, de modo irrefutável, o nível de liberdade sensivelmente maior de que goza o habitante do mundo extracorpóreo.

Nesse arremedo da vida extrafísica, como é considerado o período de encarnação, o perispírito encontra-se  prisioneiro, submisso quase totalmente às contingências das relações próprias da vida na carne, turvando-se-lhe o  potencial e as forças, as percepções e os poderes, que se encontram, nesse estágio, como que adormecidos. 

Com relação às sensações próprias do corpo espiritual, são imensamente diminuídas ou restringidas, devido à necessidade de canalizar as percepções para a condução do veículo denso, imensamente pesado, que é o corpo físico de meus irmãos.

O perispírito do encarnado sofre essa limitação em virtude da consciência do eu superior  ou espírito, que também se restringe no período reencarnatório.  À título de comparação, observa-se uma diminuição das faculdades psicossomáticas proporcional a um milhão por um - ou milionésimo, talvez - quando tem sua esfera de ação restrita à terceira dimensão.

O contrário também é verdadeiro, quando o perispírito se liberta da experiência física e adentra as vibrações da quarta dimensão, ocorre a reabilitação de suas  paracapacidades, que se elevam na razão de um por um milhão.  Isso, sem falar na leveza, no que tange ao peso e aos efeitos da gravidade sobre as células perispirituais, que se reduzem  significativamente, tornando o corpo astral diáfano e excessivamente leve. Essa realidade  nos leva a constatar que o perispírito do encarnado em estado normal está sempre mais  denso, pesado, limitado e tolhido em relação ao perispírito do desencarnado - mesmo se considerarmos que, no psicossoma, desdobrado, ainda ligado ao corpo físico, há uma  influência diminuída do  duplo sobre o corpo , o que provoca certa sutilização.

Do ponto de vista do desencarnado, o perispírito dos meus irmãos desencarnados apresenta-se mais inchado e  com bastante volume, principalmente nas regiões dos  chacras esplênico e do plexo solar, devido ao peso do duplo etérico, que,  de certa maneira, deforma a aparência do psicossoma dos meus irmãos, mesmo quando estão projetados fora dos limites do mundo físico.  Essa é uma das características que tornam facilmente identificáveis os encarnados em desdobramento  do lado de cá.

Além disso, a densidade média do duplo etérico nos encarnados e a atividade constante de energias biofísicas, químicas e do cordão de prata agindo em torno dos corpos físico e etérico fazem com que o psicossoma de meus irmãos se apresente pesado e tacanho, ainda que desdobrados, necessitando muitíssimas vezes do concurso espiritual para se liberarem de tais energias, a fim de alcançarem maior desenvoltura nas experiências fora do corpo."