domingo, 18 de maio de 2014

Autismo na visão do espírita

DIA DO AUTISMO (NO PLANETA):   02 DE ABRIL
 
Sempre me vem como recorrente o pensamento sobre os autistas. Os diversos graus. E encontrei um  artigo sobre o assunto no link


(www.e-bookspdf.org/download/autismo-uma-leitura-espiritual-pdf.html), do qual retiro parte e posto aqui, mas ele,  em poucas palavras, traz conteúdo precioso para aquele que recebeu em seu lar um irmão que está como autista nesta passagem pelo planeta.


É preciso lembrar que os Espíritos se reúnem em "família espiritual" e são incontáveis os que a compõem porque como ensina o Livro dos Espíritos, dificilmente a primeira encarnação ocorre no planeta terra. Por mais duvidoso que nos pareça esta afirmação, realmente há mundos mais primitivos que o nosso.


Allan Kardec, em "A Gênese", no capítulo VIII - Alma da Terra discorrendo sobre o papel que a alma da terra desempenhou na teoria da incrustação menciona que o "desenvolvimento orgânico está sempre em relação com o desenvolvimento do princípio espiritual." O organismo se completa à medida que se multiplicam as faculdades da alma. Diz que a escala orgânica acompanha constantemente, em todos os seres, a progressão da inteligência, desde o pólipo até o homem, e não podia ser de outro modo, pois que a alma precisa de um instrumento apropriado à importância das funções que lhe compete desempenhar. "De que serviria à ostra possuir a inteligência do macaco, sem os órgãos necessários à sua manifestação?"


Assim, meus irmãos, as razões que levam o Espírito encarnar na condição de autista são muitas.
Deus está no comando e é Êle que tem justiça perfeita e que visa unicamente o progresso da individualidade, mas em muitas ocasiões - e não são poucas - Espíritos que fazem parte da família espiritual de um determinado grupo encarnado combinam vir com deficiência qualquer - seja física ou mental - com a finalidade exclusiva de auxiliar aqueles que necessitam praticar as leis do amor. E uma dessas variações que requerem muita dedicação e amor é a presença de um irmão autista no lar. Autismo há em variados graus e inclusive não catalogados por nossa ciência. Um filho não é igual ao outro, mesmo quando são gêmeos.


Devido ao fato de que a atribuição de um Espírito a um corpo em formação no plano físico seja de competência exclusiva dos irmãos no plano extrafísico, é seguro afirmar que nem mesmo a clonagem de um humano perfeito, sadio física e mentalmente, pode garantir que o Espírito reencarnante será cópia perfeita do clonado. O comportamento dependerá do conteúdo gravado na intimidade do Espírito reencarnante.


Chico Xavier nos deixou importantes informações acerca do comportamento do autista. Estou colando aqui trecho do artigo contido no link que mencionei no início desta postagem. São informações preciosas para todos nós. Essa informação de Kardec, no capítulo VIII d ' A Gênese", embora básica, para o Espírita, que sabe que o comando da individualidade encarnada ESTÁ FORA DO CORPO FÍSICO; que sabe que a mente trabalha o corpo perispiritual e que este último é quem comanda o corpo físico desde sua formação, em troca contínua e incessante desde a formação intrauterina, é de importância fundamental para que se estabeleça a fixação do autista no meio em que está.

Jesus - está em Mateus, capitulo VI versículo 21 " Porque, onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração"

Portanto, o comportamento é mais ou menos parecido com o da oração: nós rezamos e o pai escuta.
Nós falamos e o autista assimila.


XI - Algumas palavras de Chico Xavier e Divaldo Franco

Este fato foi narrado pelo médium uberabense Carlos Baccelli no seu livro “Chico Xavier, à sombra do abacateiro”:

”Certa vez, um casal aproximou-se de Chico, o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhando por distinto médico espírita de Uberaba. A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante. O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico:

- A criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamento, permanecendo dormindo a maior parte do tempo, em conseqüência, mal consegue engatinhar e não fala.

Após dialogarem durante alguns minutos, Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnostico havia chegado.

- Para mim, trata-se de um caso de AUTISMO – respondeu ele.

O Chico disse que o diagnostico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anti-convulsivo mesmo que tal medida, a principio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra indicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.

- Vamos orar- concluiu.


O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade, Chico explicou a todos que estávamos ali mais próximos:


- “o AUTISMO”, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos...

E o Chico falou ao médico:


- É preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. É necessário chamar o espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos espíritos não permaneceram na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa. O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se (desencarnar)... Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem.”

Para completar o que foi exposto acima, segue a seguinte observação do médium baiano Divaldo Franco sobre o Autismo:

“Precisamos considerar que somos herdeiros dos próprios atos. Em cada encarnação adicionamos conquistas ou prejuízos a nossa contabilidade evolutiva e, em determinados momentos, ao contrairmos débitos mais sérios, reencarnamos para ressarci-los sob a injunção dolorosa de fenômenos expiatórios, tais os estados esquizóides e suas manifestações várias. Dentre eles, um dos mais cruéis é o AUTISMO. (...) Assim, retornam a Terra escondendo-se da consciência nas várias patologias dos fenômenos esquizofrênicos. Os pais devem esperar a criança dormir e conversar com ela. Pois a conversa é captada pelo inconsciente (Espírito). Fale devagar, pausadamente: “Estamos contentes por você estar entre nós. Você tem muito que fazer na Terra. Você vai ser feliz nesta vida. Nós te amamos muito”.


XII - Qual a finalidade da reencarnação? Uma explicação para o Autismo

Em “O Livro dos Espíritos”, na pergunta 132: “Qual a finalidade da encarnação dos Espíritos?”. Eis a resposta dada a Allan Kardec:


“Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros uma missão.

Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitude da existência corpórea: nisto é que está a expiação. A encarnação tem ainda outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação. É para executá-la que ele toma um aparelho em cada mundo, em harmonia com a matéria essencial do mesmo, a fim de nele cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. E dessa maneira, concorrendo para a obra geral, também progride.”

O Espírito de Bezerra de Menezes, através do médium Divaldo Franco no livro “Loucura e Obsessão”: “... muitos espíritos buscam na alienação mental, através do autismo, fugir do resgate de suas faltas passadas, das lembranças que os atormentam e das vítimas que angariaram nesse mesmo pretérito”.


A Dra Helen Wambach, Phd em psicologia, em seu livro “Life Before Life”, editado na década de 70 afirma que “... o autismo poderia ser o resultante de uma atitude de rejeição à reencarnação, ou seja, à vida.”


Para complementar o que da Dra Helen Wambach mencionou acima, encontramos no excelente livro de Hermínio C. Miranda, "Autismo: Uma leitura espiritual”, onde muitas vezes o Espírito se recusa a reencarnar, podendo ocorrer a reencarnação contra a sua vontade, de uma maneira compulsória:
“Digamos que a entidade espiritual, movida por motivações que só ela pode explicar, decida com firme determinação não mais reencarnar-se, mas, de repente, se veja ante a contingência incontornável de fazê-lo. A pessoa não familiarizada com certas sutilezas da realidade espiritual ficaria surpresa ao saber que algumas reencarnações podem ocorrer por forte pressão persuasiva ou até mesmo beirando a compulsoriedade. De qualquer modo, aquela específica entidade não deseja reencarnar-se ou, pelo menos, não queria fazê-lo senão mais adiante, se possível, nunca mais. Seja porque antecipa para a nova existência muitos problemas graves a enfrentar, seja porque não deseja renascer no contexto para o qual está sendo programada ou simplesmente porque não deseja mergulhar novamente nas limitações e desconfortos de um novo corpo físico. Qual seria a atitude dessa pessoa, uma vez aprisionada pela armadilha da gestação? Em primeiro lugar, o desinteresse, não tanto na elaboração de um corpo físico saudável, mesmo porque as crianças autistas costumam ser de boa aparência física e até bonitas. O problema principal está na mente, ou seja, na interação espírito/matéria. Por alguma razão oculta, pessoal, aquela gente, junto da qual está programada para viver não o interessa, nem o mundo com seus tolos e ilusórios atrativos, ou suas dores, canseiras e limitações. Em casos dessa natureza, quanto mais rudimentar e precário o sistema de comunicação com o ambiente, melhor – menor será o envolvimento.”


A função dos pais é ajudar a construir uma ponte que leva o despertar deste ente querido para este nosso mundo. Esta ponte deve ser feita com muito AMOR, muita PACIÊNCIA e NUNCA DESISTIR diante dos fracassos temporários. Precisa ser mostrado que esta criança é bem vinda e será muito amada, que todos vão lhe ajudar no que for preciso para o seu sucesso e evolução.

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E incluo este  importante trabalho de Carlos Eduardo Sobreira Maciel:

Autismo, Neurônios-espelho e Marcas Espirituais


Trabalho apresentado no MEDINESP, Congresso Médico-Espírita Nacional e Internacional, realizado em junho de 2007, São Paulo, SP.
 (Carlos Eduardo Sobreira Maciel – carlos.amemg@hotmail.com )
0 – Introdução:

Estamos há 150 anos buscando uma integração cérebro-mente –espírito e ao analisarmos a história das descobertas e avanços científicos percebemos que ela é permeada por acidentes e coincidências inacreditáveis, o que nos revela que não estamos sós nesta jornada.
No que se refere ao autismo, temos bons exemplos disto: dois homens em lugares distintos, numa mesma época, sem se comunicarem, dão o mesmo nome à doença e 50 anos depois as células doentes do autismo são descobertas acidentalmente…


I – História:
Na década de 40, dois médicos, o psiquiatra americano Leo Kanner e o pediatra austríaco Hans Asperger, descobriram o distúrbio de desenvolvimento que afeta milhares de crianças em todo o mundo. Foi uma descoberta isolada – nenhum dos dois sabia o que o outro pesquisava, e ambos deram o mesmo nome à síndrome: Autismo. Foi considerada uma “coincidência inacreditável”, mas fica claro que houve uma intervenção do plano espiritual ao nos convidar para dar mais atenção àquelas crianças e ampara-las no seu sofrimento.
A palavra autismo vem do grego autos, que significa “de si mesmo”. O nome é perfeito. O traço mais flagrante da doença é o isolamento do mundo exterior, com a conseqüente perda de interação social. Em vez de dedicar-se à exploração do mundo exterior, como acontece normalmente, a criança autista permanece dentro das fronteiras de seu próprio universo pessoal.


II – Conceito, quadro clínico e epidemiologia:
Segundo a OMS, o autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento, definido pela presença de desenvolvimento anormal que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo funcionamento anormal em três áreas: interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo.
O comprometimento da interação social é observado na falta de empatia, na falta de resposta às emoções de outras pessoas e no retraimento social.

Já o comprometimento da comunicação é percebido na falta de uso social da linguagem, na falta de linguagem não-verbal, na pobreza de expressão verbal e no comprometimento em jogos de imitação.

O autista também apresenta um comportamento restrito e repetitivo, o que pode ser observado através de estereotipias motoras e preocupações estereotipadas com datas, horários e itinerários.

Podem também existir sintomas inespecíficos como fobias, auto-agressão, ataques de birra e distúrbios alimentares.

Há deficiência mental em cerca de ¾ dos casos, embora todos os níveis de Q.I. possam ocorrer em associação com o autismo. Às vezes há capacidade prodigiosa para funções como memorização, cálculo e música.

Segundo recentes publicações da Revista Brasileira de Psiquiatria, publicação da ABP, alguns autores sugerem que o diagnóstico já pode ser estabelecido por volta dos 18 meses de idade. Outras informações epidemiológicas mostram que há de 1a 5 casos em cada 10.000 crianças e que a doença ocorre em meninos 2 a 3 vezes mais do que em meninas.


III – Causas:
A maioria dos casos de autismo tem causa desconhecida. Alguns casos são presumivelmente decorrentes de alguma condição médica das quais infecções intra-uterinas (como a rubéola congênita), doenças genéticas (como a síndrome do x frágil) e ingestão de álcool durante a gravidez (provocando a síndrome fetal alcoólica) estão entre as mais comuns.


IV – Neurônios-espelho:
Descobertas científicas recentes apontam para um defeito nos neurônios-espelho como causa do autismo. Estes neurônios são um subconjunto de células que refletem no cérebro do observador os atos realizados por outro indivíduo (se eu pego um objeto, alguns neurônios são ativados em meu cérebro; se eu observo o indivíduo pegando o objeto, os mesmos neurônios são ativados em meu cérebro como se eu estivesse pegando o objeto).

Os neurônios-espelho foram descobertos, acidentalmente, no início da década de 90 por pesquisadores italianos da Universidade de Parma, que estudavam um determinado tipo de neurônio motor de macacos. Este neurônio disparava quando o macaquinho pegava uma fruta e para surpresa de todos, disparou também quando ele observou um dos pesquisadores pegar a fruta, como se ele mesmo estivesse pegando-a para comer.

Uma série de experimentos realizados posteriormente demonstrou a existência destes neurônios no cérebro humano. Portanto podemos dizer que através dos neurônios-espelho, nós podemos compreender “visceralmente” um ato observado. Nós sentimos a experiência vivida por outro em nossas mentes. Mas não é só esta a função destes neurônios.

Diversos estudos realizados nas Universidades da Califórnia e College de Londres e no centro de Pesquisa Jülich, na Alemanha, demonstraram as funções de reconhecimento de intenções dos atos, de emoções vividas por outra pessoa (então se uma pessoa te diz: “eu sei o que você está sentindo”, talvez ela não saiba o quanto esta frase é verdadeira) e o importante papel de aprendizado por imitação de novas habilidades, como a linguagem por exemplo.

A partir do final da década de 90, pesquisadores da Universidade da Califórnia se empenharam em determinar uma possível conexão entre neurônios-espelho e autismo, já que ficou demonstrada a associação entre essas células e empatia, percepção dos atos e intenções alheios e aprendizado da linguagem, funções deficientes nos autistas.


V – O sistema espelho “quebrado”:
E realmente, estudos realizados na Universidade de Saint Andrews, na Escócia, Universidade de tecnologia de Helsinque, na Finlândia, além dos estudos na Universidade da Califórnia, provaram que a atividade dos neurônios-espelho dos autistas é reduzida em diversas áreas cerebrais:
- No córtex cingulado anterior e insular, o que pode explicar a ausência de empatia;
- No córtex pré-motor, o que pode explicar a sua dificuldade de perceber atos alheios;
- E no giro angular, explicando problemas na linguagem.


VI – Marcas espirituais – patogênese remota:
Apesar dos avanços científicos, o autismo permanece um mistério, um desafio, um enigma que só se revelará mais claramente ao nosso entendimento a partir da introdução da realidade espiritual.

Já se sabe que disfunções neurológicas (como as disfunções dos neurônios-espelho) produzem repercussões de natureza autística, mas continuaremos com a pergunta maior: que causas produzem as disfunções neurológicas? Se a responsabilidade for atribuída aos genes, a pergunta se desloca e se reformula assim: que causas produzem desarranjos nos complexos encaixes genéticos?

Segundo a literatura médico-espírita e orientações mediúnicas recebidas no GEEP da Associação, o autismo como outros graves distúrbios mentais (psicoses por ex.) resulta de graves desvios de comportamento no passado, de choques frontais com as leis que regem o universo. Então, o que antecede à predisposição genética e às disfunções neurológicas são as graves faltas pretéritas.

Entre o passado de faltas e as presentes alterações genéticas, neurológicas e mentais do autismo encontramos uma ponte que liga estes dois momentos distintos. Esta ponte é o próprio processo de reencarnação. Aqui se encontra a formação do autismo. Há duas possibilidades ou vias de ligação:

1a O reencarnante com profundas lesões perispirituais produzindo alterações neurológicas e a conseqüente formação do autismo.

2a O reencarnante rejeita a reencarnação levando à formação do autismo.

Na 1a possibilidade, a consciência do reencarnante marcada pela culpa, acarretou severos danos no perispírito e conseqüentes lesões no SNC. Há uma incapacidade de organizar um corpo sadio na atual encarnação. Neste caso a entidade espiritual fica aprisionada no corpo deficiente, sem conseguir estabelecer comunicação. Esta possibilidade ou via de formação do autismo é defendida por alguns estudiosos que acreditam que certos autistas, constituem angustiantes tentativas de se entender com o mundo externo. Há casos de autistas que alcançaram certa melhora e relataram que muitas vezes entendiam o que as pessoas lhe diziam, mas não sabiam como responder verbalmente. Recorriam, por isto, aos gritos e ao agitar das mãos, único mecanismo de comunicação que dispunham.

Na outra possibilidade, via ou ponte de ligação entre passado de faltas e autismo, temos o indivíduo com a consciência marcada pela culpa, temendo colher os frutos em uma nova existência compulsória, rejeitando a reencarnação, provocando autismo. No livro “Loucura e obsessão”, de Manoel Philomeno de Miranda, temos a confirmação da hipótese de rejeição à reencarnação. Nos capítulos 7 e 18, o Dr. Bezerra de Menezes explica que o indivíduo com a consciência culpada é reconduzido à reencarnação e acaba buscando o encarceramento orgânico para fugir sem resgatar as graves faltas do passado. Trata-se de um vigoroso processo de auto-obsessão, por abandono consciente da vida. Conclui dizendo que muitos espíritos buscam na alienação mental, através do autismo, fugir às suas vítimas e apagar as lembranças que o atormentam.


VII - Marcas espirituais – os sintomas:
Considerando a possibilidade de rejeição à reencarnação podemos fazer uma nova leitura dos sintomas autísticos. Começando pelo isolamento, sinal de que o autista não admite invasões em seu mundo; como porém, a participação mínima do lado de cá da vida é inevitável, sua manifestação se reduz a alguns movimentos repetitivos como agitar as mãos, girar indefinidamente um prato ou a roda de um brinquedo, qualquer coisa enfim, que mantenha a mente ocupada com rotinas irrelevantes que o livrem do convívio entre as pessoas.
Uma explicação possível para o sintoma autista de girar sobre si mesmo, seria a produção de tonteira através da rotação, provocando um passageiro desdobramento entre perispírito e corpo físico, livrando a criança, momentaneamente, da prisão celular.

As crianças autistas muitas vezes manifestam rejeição a alguma parte do corpo, através de auto-agressão. Isso pode ser um sinal de rejeição à própria personalidade.

Quanto à relação ambígua consigo mesma, manifestada pela troca dos pronomes pessoais (referindo-se a si mesma como “tu” e ao outro como “eu”), podemos pensar na possibilidade de obsessão espiritual, já que com os desacertos do passado, muitos são os desafetos.
Uma análise mais profunda da disfunção da linguagem, pode ser feita a partir da hipótese proposta por Hermínio Miranda em seus livros “A alquimia da mente” e “Autismo, uma leitura espiritual”. Segundo o autor, normalmente ao reencarnar, o espírito se instala à direita do cérebro e por 2 ou 3 anos passa para o hemisfério esquerdo a programação da personalidade daquela encarnação. Neste período é formado o mecanismo da linguagem. No caso do autismo o espírito permanece –autísticamente- no lado direito, área não-verbal do cérebro, sem participar deste processo. É natural que este ser que vem compulsoriamente, sem interesses em envolver-se com as pessoas e o mundo, torne o seu sistema de comunicação com o ambiente, o mais rudimentar e precário possível. Encontramos informações que reforçam esta hipótese:

-1a sabe-se que o corpo caloso, estrutura que liga os dois hemisférios cerebrais, não desempenha durante os primeiros 2 ou 3 anos de vida, a função de separar faculdades dos dois hemisférios.

-2a a partir do segundo ou terceiro ano de vida é que o hemisfério esquerdo assume a linguagem.

-3a o autismo eclode até o terceiro ano de vida quando se percebe uma interrupção do desenvolvimento da linguagem.

Parece então que até os 2-3 anos as crianças vão se comunicando através dos 2 hemisférios, e a partir de então só se comunica quem tiver implantado no h.esquerdo esta função, o que não acontece com o autista.



VIII – Tratamentos:
O autismo é um quadro de extrema complexidade que exige abordagens multidisciplinares, visando a questão educacional e da socialização, assim como o tratamento médico.
O tratamento médico é realizado com medicamentos para reduzir sintomas como agitação e agressividade.

É importante dizer que pesquisas têm sido dirigidas no sentido de se encontrar medicamentos que estimulem a liberação de neurotransmissores específicos ou reproduzam os seus efeitos. Neurotransmissores que sejam responsáveis pelo funcionamento químico dos neurônios-espelho.
Do ponto de vista do espírito, por mais paradoxal que possa parecer, o remédio para o autismo é o próprio autismo como forma de drenagem perispiritual.


IX – Prognóstico:
Alguns pacientes autistas conseguem alcançar um certo nível de autonomia. A literatura mostra que alguns fatores estão ligados a um melhor prognóstico:

1- Significativa destreza verbal adquirida antes de instalada a doença.
2- Diagnóstico precoce e concentração de esforços tão cedo quanto possível. Tratamento e terapia devem ser iniciados quando a anormalidade é observada na criança pela 1a vez.


X – Conclusão:
Na certeza de que a diferença mais importante entre nós e nossos pacientes está em um pouco mais de boa vontade de nossa parte, e isto foi dito mais de uma vez pelo nossos mentores, cito mais uma vez o sr Hermínio Miranda para concluir este trabalho.

É necessário construir uma ponte para ligar o mundo externo ao mundo íntimo do paciente. É importante que não nos comportemos de forma autística, nos fechando nos nossos mundos de clichês, cheios de padrões, desinteressados em andar metade do caminho, na direção do paciente.
Uma possibilidade é tentar interpretar os seus sinais não-verbais. É bem verdade que não há muitas palavras no dicionário deles, mas a linguagem universal do amor também é não-verbal. Para se expressar através dela, há os gestos, a vibração sutil da emoção, da solidariedade, da paciência, da aceitação da pessoa como ela é, não como queremos que ela seja.

Se estivéssemos no lugar deles, como gostaríamos de ser tratados? É presumível que eles estejam fazendo tudo que lhes seja possível, dentro de suas limitações. Com um pouco de boa vontade de nossa parte, talvez concordem em tocar a mão que lhe estejamos oferecendo a fim de saltarem o abismo que nos separa!

XI – Referências bibliográficas:
1- Revista Scientific American
2- Revista Brasileira de Psiquiatria
3- CID 10
4- Autismo, uma leitura espiritual – Herminio Miranda
5- Alquimia da Mente – Herminio Miranda
6- Orientações mediúnicas, Grupo de Estudos de Espiritismo e Psiquiatria da AMEMG


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E em março de 2018, o Estadão publicou a notícia que transcrevo a partir daqui:   

Estudos da farmacêutica Roche não prometem cura, mas revelam novas estratégias de tratamento associados às terapias comportamentais já indicadas
Adriana Ferraz e Fabiana Cambricoli, O Estado de São Paulo
25 Março 2018 | 03h00
Brincar com colegas ou passear em locais públicos com a família nem sempre são fontes de diversão para Teodoro, de 9 anos. Se algo não sai como esperado ou foge da rotina, a reação pode ser explosiva, com atitudes agressivas e berros. “O que sinto no meu filho é uma constante angústia com coisas que ele não deveria se preocupar, como o convívio com outras crianças”, conta a artista plástica Juliana Ali, de 41 anos.
A dificuldade de interação social, muitas vezes confundida com birra ou timidez, é uma das principais características do autismo, transtorno que afeta Téo e outras milhares de crianças no País e que, atualmente, é alvo de dois estudos que buscam uma abordagem terapêutica inédita para o problema.
As novas linhas de pesquisa apontam para a possibilidade de que o cérebro do autista produza substâncias em desequilíbrio e que isso poderia ser corrigido com medicamentos. Nenhum dos estudos indica ou promete cura, mas revela novos caminhos de tratamento associados às terapias comportamentais já indicadas. Hoje não há remédios específicos para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), apenas drogas para atenuar sintomas relacionados, como irritabilidade ou insônia.
Um desses estudos obteve em fevereiro autorização da agência de vigilância sanitária americana, a FDA, para ter seus testes avaliados pelo órgão de forma prioritária, dada a inovação do trabalho e o ineditismo da droga proposta. Desenvolvida pela farmacêutica Roche, a pesquisa identificou que a vasopressina, um dos hormônios associados ao medo, funciona de forma diferente nos autistas, prejudicando a interação social. “A droga tem o objetivo de promover um reequilíbrio e, como consequência, mudar a performance na parte do cérebro responsável pelas emoções, onde o hormônio atua”, diz o diretor médico da empresa no País, Lenio Alvarenga.
Pessoas diagnosticadas com autismo têm quadros muito diferentes, pois o transtorno tem espectro amplo. Há desde casos leves, nos quais o paciente é independente e se comunica, como Téo, até os mais severos, em que a comunicação não é verbal e o contato físico, evitado, mesmo com os pais. Por enquanto, a droga da Roche está sendo testada em autistas com quadros de leves a moderados.
Alvarenga diz que o remédio em desenvolvimento, administrado em comprimidos, já foi testado em 200 pessoas com TEA nos Estados Unidos. Segundo ele, os resultados indicam que o medicamento inibe a ação da vasopressina e, por isso, auxilia na interação e nos chamados comportamentos adaptativos do dia a dia, que envolvem comunicação e habilidades motoras.
Apesar de o medicamento estar entrando na fase 3 de testes, a última antes do pedido de registro, a Roche não arrisca estipular um prazo para que a droga esteja disponível no mercado.
Sinapses. Ainda em fase inicial, outra pesquisa relacionada ao desequilíbrio de uma substância no cérebro dos autistas também traz expectativa. Desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), o trabalho aponta que pessoas com o transtorno produzem em excesso uma citocina específica – a interleucina 6. Segundo a responsável pelo estudo, a neurocientista Patrícia Beltrão Braga, do Instituto de Ciências Biomédicas, a substância é tóxica e, em alta quantidade, capaz de reduzir o número de sinapses pelos neurônios.
“Bloqueamos a produção em excesso e conseguimos resgatar o número de sinapses e sua funcionalidade. O ensaio mostra que há uma neuroinflamação no cérebro dos autistas, e ela é provocada pelos astrócitos, que são células que sustentam os neurônios”, diz Patrícia, que fez os testes em laboratório com base na produção de neurônios derivados da polpa de leite de indivíduos com autismo.
A vantagem da descoberta, segundo ela, é que já existem drogas capazes de bloquear a ação da IL 6 e, dessa forma, eliminar essa neuroinflamação. Se a pesquisa avançar, não seria preciso desenvolver um novo medicamento, apenas ampliar o uso dos existentes.
Para os pais de autistas, medicamentos que melhorassem, ainda que parcialmente, a interação social das crianças seriam um grande avanço. “Sou muito cuidadosa: primeiro vem o conforto e o bem-estar do meu filho. Mas também sou muito corajosa. Cercada de garantias de que não fariam mal, eu estaria disposta a testar novos mecanismos que pudessem tornar a vida dele mais tranquila e feliz. Seria minha maior alegria”, diz Juliana.
RAIO X DO AUTISMO
O que é
É um transtorno do desenvolvimento com três características: dificuldades de interação social, atrasos de linguagem, e comportamentos restritivos e repetitivos.
Como identificar
Os sintomas mais comuns podem ser notados nos primeiros meses de vida e variam muito de uma pessoa para outra: a criança mantém pouco ou nenhum contato visual com os pais; não brinca de forma funcional; não demonstra interesse por outras crianças; prefere a companhia dos adultos; não responde pelo nome; faz movimentos repetitivos; tem interesses restritivos; não lida bem com alterações na rotina; é capaz de aprender a falar, mas com atraso e muitas vezes com dificuldade de pronúncia e entendimento.

Diagnóstico
É clínico, baseado no comportamento. Neuropediatras e psiquiatras infantis são os mais indicados. Como se trata de um espectro amplo, cada caso tem um grau de comprometimento. Autistas de alto funcionamento (como os com síndrome de Asperger) podem se desenvolver e alcançar a independência. Nos casos mais severos, a criança pode tornar-se agressiva e viver isolada.

Incidência
Estima-se que uma criança a cada 68 tenha o transtorno.

A causa
Existe uma gama variada de causas, sendo as mais aceitas as genéticas, biológicas e ambientais.

O tratamento
Só há remédio para os sintomas associados, como hiperatividade. O mais recomendado é a terapia comportamental e ocupacional, além da fonoaudiologia.  

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ADVERTÊNCIA;
A vigilância não pode ser afrouxada. Jornal Extra de 
                                                                  12_02_2021.

 

 
 
 
 
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ASSISTA:
 
Sergio Thiessen falando sobre o assunto:
 
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Assista também:
 
 
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DIVALDO FRANCO 
 
 
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sábado, 17 de maio de 2014

Oração e perdão



                  " corpo e alma, matéria e espírito, assim como a força 
                    e a justiça, a dor e o prazer, o mal e o bem, somente
                    representam, no caminho da evolução, o passado e
                    o futuro - Fragmentos de Pensamento e de Paixão 
                    capitulo:  A Evolução Espiritual, III, 10"

 



A PRECE  E O PERDÃO



E o mecanismo da prece está intrinsecamente
ligado ao perdão. Não há como fugir disto.



Em Lucas, capítulo XI:
"Um dia, Jesus estava a orar em certo local
(um lugar na encosta do Monte das Oliveiras, 
 defronte a Jerusalém). 
 Quando terminou, disse-lhe um dos discípulos:



"Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou
 aos seus discípulos." e nos versículos 2 a 4:

Respondeu-lhes:


"Quando orardes,dizei: "Pai, santificado seja o
Teu Nome; venha o Teu Reino; Dá-nos cada
 dia o pão cotidiano, e perdoa os nossos
 pecados, porque perdoamos  aquele que
 nos deve e não nos submetas à tentação."



E no mesmo capítulo, a partir do versículo 9


 -  Eficácia da Oração:



Pois bem, eu vos digo: pedi e vos será dado;
 buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á, pois,
 quem pede, recebe; quem busca, acha; e a
 quem bate, será aberto.



Qual pai, dentre vós, a quem o filho pedisse
 pão e lhe desse uma pedra? ou um peixe,
 e em lugar do peixe desse uma serpente?



Ou , se pedisse um ovo, lhe desse um
escorpião?



Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas
 coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso
 Pai do céu dará o Espírito Santo aos que Lhe
pedirem!



Já em Mateus capítulo VII versículo 11:


Se pois vós, sendo maus, sabeis dar coisas
 boas aos vossos filhos, quanto mais vosso
Pai que está nos céus dará coisas boas aos
 que Lhe pede.



no versículo 12, a regra de ouro:


"Portanto, tudo o que quereis que os outros
vos façam, fazei-o também vós a eles. Pois
 esta é a Lei e os profetas"



Então, como nos ensinou o Mestre Jesus a
orar ..."porque perdoamos aquele que nos
deve..." Deus, que tudo vê, que conhece nosso
 estado de imperfeição temporária, nos enviou
 seu filho para nos dar a chave do mecanismo
do progresso espiritual, que é o perdão. Sem
 o perdão, a prece é imperfeita, ainda que em
 benefício de outro.



Pietro Ubaldi nos ensina que os mecanismos
das leis funcionam independentemente de
nossa vontade. Então é fácil entender que a
reação de uma ação quase sempre atinge
 duas ou mais personalidades de uma mesma individualidade, ou seja, uma ou mais
 encarnações e que a dor que sentimos hoje
 tem raízes em épocas pretéritas e que nenhum
 de nós experimenta a dor sem que a tenha
 provocado.


O indivíduo que não consegue perdoar um
outro irmão está se ligando a ele,
independentemente da obrigação da reparação,
que nem sempre é dirigida ao agente passivo
da ação no pretérito, pois do convencimento,
o que era expiação poderá se transformar
em prova.



E, em áudio, do livro Ascensões Humanas,
 o capítulo 8 onde Pietro Ubaldi fala sobre a prece, abrangendo aspectos que exigem profunda meditação.





Link:  http://www.4shared.com/mp3/sdtlBt-Uba/saber_ora_por_Pietro_Ubaldi__c.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um artigo do Djalma sobre o sexo


O que é Sexo?

Djalma Argollo
Muito se tem escrito e discutido, nos últimos tempos, no movimento espírita a questão homossexual. Mas, a discussão me parece fora do seu problema real. Numa boa aplicação do pensamento lógico, antes de se abordar a parte, deve-se conseguir uma clara visão do todo.
Está a se debater o homossexualismo, sem haver sido deslindada a problemática sexual. Cabe "incorporarmos" o método socrático, e sairmos pela imensa "Agora" que e a Web, inquirindo, principalmente dos espíritas que pretendem saber do assunto: "O que e o sexo?"

Foi dessa forma que Sócrates desmascarou a pretensa "sabedoria" de muitos dos seus contemporâneos.

Estudando a Codificação e as obras espíritas, psicografadas ou não, a que tivemos acesso, e pensamos adequadas, não conseguimos, ate o momento, fazer uma idéia clara do que, em ultima analise, seja "sexo".

No Livro dos Espíritos, a única abordagem direta sobre o assunto, e a seguinte: "Les Esprits ont-ils des sexes? 'Non point comme vous l'entendez, car les sexes dependent de l'organisation. Il y a entre eux amour et sympathie, mais fondes sur la similitude des sentiments'" ("Os Espíritos tem sexos? 'Não como vos o entendeis, porque os sexos dependem da organização. Existe entre eles amor e simpatia, porem fundados sobre a similitude dos sentimentos'") (questão 200 - nos ativemos o mais perto possível, na tradução, do original).

Em francês, o termo "organisation" ao tempo de Kardec, tinha os mesmo significados que em português e, também, de "organismo", sendo que, hoje em dia, neste sentido, e empregado, como em nossa língua, com um complemento aclamatório: "organização física, corporal, orgânica" etc.).

Segundo a resposta, os Espíritos estão destituídos de sexo, no sentido biológico, isto e, não possuem aparelho reprodutor, logo, também não tem hormônios sexuais em sua estrutura. E, é claro que não poderiam tê-los, pois não se reproduzem. Ainda, segundo a resposta, eles se vinculam por "sentimento", por afinidade eletiva.

Fica, contudo, uma pergunta, sendo que o corpo e estruturado e mantido pela organização perispiritual, de onde vem o impulso que fixa, durante a embriogenese, a definição sexual? Mas, busquemos respostas efetivas, e não "petitio principii", ou floreios verbais muito bonitos, mas sem significação concreta, tais como: "almas passivas e almas ativas", pois ainda cabe perguntar, o que são almas passivas, e porque o são, assim como as ativas.

Como vemos, uma resposta desse tipo e adiar o problema, e não solucioná-lo. Freud concebeu o sexo, em ultima analise, como uma forma de energia, a libido.

Os teosofistas e hinduístas também se referem a uma energia sexual, própria da alma que, a semelhança da libido, pode ser "sublimada", ou seja, transferida para outro tipo de atividade do individuo. André Luiz descreve o sexo como uma manifestação de uma energia, o amor, pelo qual os seres se alimentam uns aos outros.

Então, deveremos entender que os Espíritos, na Codificação, ao falar de "amor e simpatia", estavam falando de uma energia sexual da alma? Uma espécie de "libido"? Mas, permanece a questão, o que e o sexo? Como ele se diferencia, quando a alma encarna?

Creio que este é o melhor caminho para podermos, a partir de princípios solidamente estabelecidos, discutirmos, não só o homossexualismo, mas todas as formas de manifestação da sexualidade.
Inclusive a mais grave: a pratica sexual de forma geral. Porque, senão, estaremos a dividir o mundo entre os certos (os heterossexuais) e os errados (os homossexuais).

E será que nós, os heterossexuais estamos corretos pelo simples fato de o sermos? E não falamos apenas de perversões ou sexolatria, mas sim da "normalidade" da pratica sexual.

O que é o "normal", neste lado? Existirá um "check list" de atos, atitudes, palavras e pensamentos que podem, ou não, serem realizados durante o ato sexual?

O ato sexual entre parceiros sem compromisso matrimonial é certo ou não? Isto sem referencia ao adultério, que eticamente e incorreto. Voltamos a frisar que nos referimos a sexualidade hetero.
Ora, com tantas coisas a resolvermos, que dizem respeito a nossa vivencia sexual, esperamos que os que vivem a "ditar catedra" quanto a homossexualidade, já tenham resolvido estas "simples" questões em suas vidas.

De minha parte, posso dizer que ainda estou meditando sobre elas, e buscando respostas, mesmo aos 57 anos de idade, uma viuvez e dois casamentos, isto sem enfrentar a angustiante problemática da homossexualidade.

(Retirado do Boletim GEAE Número 272 de 23 de dezembro de 1997)



Copiado do site: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/o-que-eh-sexo.html

"O respeito e a consideração pelas funções sexuais constituem
a melhor terapia preventiva para a manutenção da saúde moral (...)"
Manoel P. de Miranda em Sexo e Obsessão

"O espírito é sempre livre  para escolher a melhor forma de evolução.
Não fugirá, porém, aos escolhos ou aos alcatifados que lhe apraz
colocar pela senda em que jornadeia."
Joanna de Ângelis, em Leis Morais da Vida, na psicografia de
Divaldo Pereira Franco.

terça-feira, 13 de maio de 2014

A FIGURA DO CRISTO


A FIGURA DE CRISTO
A evolução do conceito de Cristo por Pietro Ubaldi
Este é um trabalho de Jorge Damas Martins encontrado na internet. 
Jorge Damas Martins
Jdamas@antares.com.br
Rio de Janeiro – Brasil
A vida é um aprofundar da forma na substância. É um eterno vir –a –ser. Tudo está em movimento com a finalidade de uma maior maturação. O físico gera a vida, esta concebe o psíquico, que dilatando-se cada vez mais, num transformismo constante da substância, manifesta-se em consciência.

     É natural, então, que ao dilatarmos a consciência rumo à superconsciência, os conceitos que surgiam ante nossa visão mental se ampliem em direção à uma realidade mais profunda.

     Isto aconteceu com Ubaldi, porque acontece com todos ( I Pe. 2:2 ), principalmente com relação ao tema central de sua Obra: CRISTO.

     Vejamos este amadurecer do pensamento do Apóstolo Redivivo para o final do 2o milênio, em relação a Cristo:

     "No capítulo XIV – ' A Essência de Cristo' do volume 'Deus e Universo' ( 10o ), escrevi na Itália em 1952 e publiquei no Brasil em 1954, estas palavras: 'Sinto que nessas páginas se aproxima a visão do conceito da essência do Cristo numa primeira aproximação, prelúdio de uma compreensão mais profunda que alcançará seu ápice no último volume (24o ), coroamento de toda a obra'. Ao concluir o referido capítulo eu afirmei: 'Encerro esta visão sobre a essência do Cristo, primeiro esboço de visões maiores'. Tinha consciência assim desde aquela época, que minha compreensão do assunto constituía-se num fenômeno em evolução" ( "Cristo", págs. 37/8, cap.III, 2a. ed. FUNDÁPU ).

     Ubaldi neste seu último livro, de suprema racionalidade, coloca o Cristo como irmão nosso na substância e na dor–resgate. Na substância, porque procedemos do Sistema; na dor–resgate, porque Ele, também, se rebelou originariamente, não podendo, antes do devido pagamento voltar à aquela dimensão.

     É uma visão diferente esta de Ubaldi. É o "Cristo da Contestação" ( pág.22 ) , não o da "lenda" ( pág.55 ). É um conceito que pode "escandalizar o misoneísmo dos conservadores" ( pág.53 ). Sua Paixão toma um novo significado: "não é lícito para o homem – porque injusto e imoral – pretender fazer-se redimir pelo sacrifício de Cristo" (pág. 40 ).

     Qual é então a necessidade do seu sofrimento? E Ubaldi responde segundo sua sintonia com a Lei: Antes de tudo REPARAÇÃO. "É chegada a hora de ver em Cristo não apenas seu amor e sacrifício, que outrora tanto nos confortava, mas, antes, e, sobretudo, um exemplo de justiça que nos induza ao seu cumprimento e não a evadirmo-nos dela" ( pág.42/3 ). "A paixão de Cristo é, então, devido a um último assalto do anti- sistema contra um elemento que lhe foge para reingressar no Sistema, ao mesmo tempo em que constitue a libertação deste ser em relação ao AS, assim como seu triunfo no S" ( pág.60 ).

     A pergunta que se faz após esta introdução é: O que falam as Escrituras e outras revelações sobre a queda dos anjos no geral e a de Cristo no particular, examinadas por Ubaldi?

1) A QUEDA DOS ANJOS:

     Pietro Ubaldi estuda o fenômeno da queda ou involução, com a consequente evolução de retorno a perfeição originária, nas incomparáveis obras: "Deus e Universo", " O Sistema" e "Queda e Salvação"

     a) "E disse-lhes ( Jesus ): 'Eu via o adversário( satanás em hebraico ou diabo no grego ) caindo do céu, como relâmpago" ( Lc.10:18 ). Então ocorreu uma expulsão do céu? Como ocorreu? Quem é o adversário? A queda dos anjos de P. Ubaldi explica!

     b) "Como caístes do céu, ó estrela da manhã, Lúcifer, filha da alva! Como fostes lançados por terra?" ( Is.14:12 ).
     Os espíritos que cairam tinham a luminosidade comparada à das estrelas? Eram perfeitos relativamente a função que exerciam? Para onde foram lançados? A queda dos anjos de P. Ubaldi explica!

     c) "... Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o julgamento" ( 2Pe. 2:4 ). O que é inferno? Onde fica? Como a dor corrige o ser rebelde? Como é o julgamento dos espíritos caídos? A queda dos anjos de P. Ubaldi explica!

     d) "Houve uma peleja no Céu ... pelejaram satanás com os seus anjos ... todavia não prevaleceram nem mais se achou no Céu o lugar deles ... foram atirados por terra ..." ( Ap.12:4 e 7:9 ). Então houve uma revolta? Esta revolta foi consciente? Qual o remédio previsto pela Oniciência da Lei para a reparação da culpa? A queda dos anjos de P. Ubaldi explica!

     e) "E os anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua moradia correta, Ele reservou com laços eternos, em profunda escuridão, para o julgamento do grande dia" ( Judas 1:6 ).
     Qual era a posição originária de cada Espírito? Todos estavam no mesmo nível? Havia uma hierarquia de função e de conhecimento? Como e onde a moradia deles? A queda dos anjos de P. Ubaldi explica!

     f) "Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal, na ordem das coisas? O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo" ( "O Livro dos Espíritos" – perg. 85 )
     "O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita? Decerto ..." ( "O Livro dos Espíritos" – perg. 86 )
     Poderia só existir o Mundo Espiritual? É o mundo material consequência da revolta dos Espíritos? O mundo material terminará com o fim da evolução? A queda dos anjos de P. Ubaldi explica!

     g) "Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes ..." ( "O Livro dos Espíritos – perg. 115 ) Se Deus é a Inteligência Suprema, como explicar a frase acima com a afirmação escriturística de que fomos criados "a imagem e semelhança de Deus"? ( Gen. 1:26 ). Como conciliar a Consciência Divina com a inconsciência dos Espíritos formados por Ele? A queda dos anjos de P. Ubaldi explica!

     h) "O vosso mundo, que, na fase de sua formação saiu do estado de incandescência dos fluidos impuros ... ao completar-se esta grande obra de purificação da terra " ( Os Quatro Evangelhos" de J.-B. Roustaing, tomo I, págs.335/6 ) Se o mineral ( terra ) não tem consciência e, por conseguinte, livre-arbítrio para se transviar, como explicar que sua origem é impura? Quem o fez? Por que o fez impuro? A queda dos anjos de P.Ubaldi explica!

     i) "O espírito que se prepara nos diversos reinos inferiores ( mineral, vegetal e animal ) ... se desenvolve, nasce, se educa" ( Os Quatro Evangelhos", tomo I, pág.316 ). A palavra educar provém do latim, educare, e comunica a noção de levar para fora, fazer sair, extrair e tirar de dentro. Se o Espírito foi criado simples e ignorante origináriamente, o que é que ele vai tirar de dentro de si? Pode o menor gerar o maior? A queda dos anjos de P.Ubaldi explica!

     1) O CASO CRISTO:

     a) Segundo Allan Kardec, Cristo é o nosso "modelo" ( "O Livro dos Espíritos" perg. 625); logo, é bom ressaltar que para falar do caso particular de Jesus, é oportuno vê-lo como exemplo de conquista evolutiva, e não fazer de sua queda passada vidraça. Por isso, afirmou Pietro Ubaldi que quando Jesus esteve entre nós, há dois mil anos, já havia alcançado a perfeição relativa a sua função originária: "Cristo já era do Sistema" ( "O Cristo"- 2ªed. FUNDÁPU, pág.92 ).

     b) Segundo a obra "Os Quatro Evangelhos" de Roustaing, no I vol., págs. 118/9, Jesus evolveu através dos reinos mineral, vegetal e animal. Após atingir o estado de consciência foi sempre obediente à Lei, marchando sem falir para a perfeição sideral ( Sistema ), sem passar pela "queda do homem" ( ver "O Livro dos Espíritos", perg. 262 ) Segundo a "queda dos anjos" apresentada racionalmente por Ubaldi, o Espírito que não se rebelou no Sistema não passa pelos reinos inferiores – mineral, vegetal e animal ( anti-sistema ). Só os filhos da revolta é que conhecem esta escalada evolutiva. A queda do Cristo apresentada por Ubaldi, se encaixa com a afirmação da revelação da Revelação, dada a Roustaing.

     c) Os Evangelistas assistidos pelos Apóstolos e Moisés, ainda revelam na obra "Os Quatro Evangelhos" que Jesus passou pela fase da inocência e da ignorância, da infância e da instrução sempre dócil ( I vol., pág.302 ). Estas fases da evolução ocorrem, segundo esta obra, imediatamente após a reconquista da consciência racional, responsável e livre. Ora, para Ubaldi estas fases são consequências da escalada evolutiva, filha da queda.

     d) Emmanuel, através da psicografia de F. C. Xavier, no livro "O Consolador", perg.243, ed. FEB afirma que "... Jesus Cristo, fundamento de toda verdade neste mundo, cuja evolução se verificou em linha reta para Deus ...". Ora, para Ubaldi, a evolução é consequência da involução; ou melhor, só evolui aquele que desceu involutivamente. A evolução é uma saída da inconsciência adquirida pela queda para a plenitude originária perdida. Assim, a colocação de Emmanuel de que Jesus "subiu em linha reta" ( evolução ) requer a sua complementação, involução. É urgente ressaltar que "linha reta" significa caminho de retidão ou sem falha, como afirmou o mestre: "Quem me arguirá de erro?" ( Jo. 8: 46 )

     e) "Por ventura não deveria o Cristo sofrer tudo isso para entrar na sua substância?" ( Lucas 24:26 ). As traduções correntes escrevem glória no lugar de substância; porém, no original grego a palavra é doxa, que pode ser traduzida por uma ou outra. No entanto, como admitir um Espírito de perfeição crística pedindo e anunciando sua entrada na glória? É incompatível com sua humildade. O que temos é que Jesus anuncia readiquirir a substância originária após os sofrimentos na escalada evolutiva.

     f) "Cristo que nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas com veemente clamor e lágrimas àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa de seu temor piedoso. Embora fosse filho aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu; e, depois de ter se aperfeiçoado, tornou-se responsável pela salvação eterna de todos os que lhe obedecem, recebendo, por isso, de Deus o título de Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedec" ( Paulo – Hebreus 5: 7-10 )
     Cristo aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu? Cristo foi desobediente a Lei? Tinha carma a solver? Como explicar as suas lágrimas, clamor e temor piedoso! Ele se aperfeiçoou? A obra "O Cristo" de P. Ubaldi explica!

     g) "Pai, dá-me a substância que eu tinha antes do mundo ser" ( Jo. 17:5 ). Aqui também a palavra para substância é doxa e não glória. E mundo significa o anti-sistema. Assim o Cristo intercede ao Pai para ser transubstanciado naquela substância originária que possuia no Sistema. Continua Jesus: Saí do Pai ( Sistema ) e vim ao mundo ( anti- sistema )" – Jo. 16:20. Este "saí", no original grego, significa ir do centro para a perifeira, do âmago para a superfície. O prof. Carlos Pastorino esclarece que é semelhante ao vapor que sai da água, conservando, porém, a mesma substância. E querendo definitivamente explicar sua vitória sobre a evolução afirma inconteste: "Eu venci o mundo" (anti-sistema) – Jo. 16:33.

     h) No Apocalipse vemos o Cristo revelar para João evangelista em espírito: "Eu sou o Alfa e o Ômega" ( 1:8). Uma interpretação segundo o pensamento de P. Ubaldi, seria: Eu sou origináriamente do Sistema (Alfa) e readiquiri novamente este estado ( Ômega), após sofrer tudo que havia de sofrer, através da evolução. Nesta tônica continua o mestre no Apocalipse: "estive morto (anti-sistema), mas eis que estou vivo eternamente (Sistema)" – 1:18.

     i) "Meu Deus, Meu Deus por que me desamparaste?". Ë uma pergunta didática esta de Jesus. Ë lógico que o Senhor já conhecia a resposta; pois, imediatamente afirma: "Consumatum est!". "Na tuas mãos entrego o Espírito". No entanto, o que significa este "desamparo"? Deus que é amor não desampara seus filhos. É apenas um intervalo de tempo em que a Lei espera a aceitação livre e espontânea do ser, que sozinho, precisa afirmar, com a força do testemunho, a total vontade de integrar-se na ordem do Sistema originário; como, espontâneo e sozinho, decidiu afastar-se da Casa Paterna em busca da "terra estranha" do anti-sistema.

     Assim, temos muita coisa para meditar e, só com um estudo, no mínimo uma leitura dos 24 volumes de P. Ubaldi, é que podemos melhor entender a figura do Cristo, na visão deste que é a grande antena psíquica do século XX.
Jorge Damas Martins
Jdamas@antares.com.br
Rio de Janeiro – Brasil

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Evolução das raças

Evolução das Raças - Por Emmanuel

Primeiramente, não podemos confundir Evolução das raças com
evolução anímica. 
Quando falamos em raças o objeto é a vestimenta carnal que
o Espírito usa para a individualidade ter a experiência material. 
Abrindo um parentesis para o que significa  experiência material 
para o espírita, isto diz respeito às encarnações e reencarnações.
Na verdade, se formos analisar profundamente, toda encarnação 
é uma prova ou uma expiação, tendo em vista a reunião de vários
devedores entre si, sob o véu do esquecimento para transporem
as barreiras das más tendências.

Quando falamos em evolução anímica, o objeto é o estudo da
individualidade, desde o princípio inteligente criado simples e
ignorante até o mais o alto grau evolutivo alcançado pela 
individualidade por nós conhecido.

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Trabalho feito por  Eurípedes Kühl
(Oficial do Exército – Reserva;  Formado em Administração de Empresas e Economia;
Escritor; Conferencista – Brasil: 1934)

ESPIRITISMO-CIÊNCIA– EVOLUÇÃO DAS RAÇAS

O Espírito Emmanuel, em    “A Caminho da Luz”,    págs. 34, 35,  esclarece
que Espíritos sofredores e infelizes, de um dos planetas do sol Capela,
chegaram  à Terra, em exílio.

Essa transferência dava  sequência aos desígnios divinos, estatuídos
pela  Lei da Evolução, já que para os exilados era a caridosa oportunidade
de  resgate e para as raças negra e amarela, que aqui habitavam,
abençoado aprendizado.

Os exilados, por sua recalcitrância em evoluir, acompanhando
os demais habitantes daquele afastado orbe, tornaram inviável 
sua convivência com eles.

Aflitos e saudosos do“paraíso perdido”, os degredados reencarnariam entre
seres ignorantes e primitivos. Tão longe no tempo ocorreu essa migração que,
quando aqui chegaram, os cooperadores de  Jesus ainda operavam
aperfeiçoamento  biológico nas raças humanas.

É que essas raças vinham  da transição animal-hominal, passando de
primatas  para seres  racionais.

Adentrando na vida  inteligente, eram almas prontas para receberem
lições do  progresso.

E os professores chegaram,  pois os alunos estavam aptos ao aprendizado.

Em tudo, sempre, o Amor, a Caridade e a Sabedoria do Pai.

Não será demais consignar o que diz Emmanuel, à pág. 31 da obra citada,
quanto à “grande transição”  dos primatas: após sucessivas operações
realizadas em seus corpos perispirituais, nos intervalos de  suas reencarnações,
passaram à forma primitiva,  humanóide, que os milénios do porvir se
encarregariam de aprimorar.

Emmanuel está falando de nós… Eis o “elo perdido”!

Salvo engano, além dessa, deduzimos da mesma fonte, outra preciosa
informação:  técnicas  de uma“Engenharia Genética Espiritual”, manipulada
por Entidades Siderais, para afixação  das raças que iniciavam a sublime
peregrinação evolutiva no abençoado  domicílio terreno.

Segundo Emmanuel, esse grande acontecimento – nascimento das raças
brancas  na Terra –  teve como palco inicial “a Ásia, de onde atravessaram
o istmo de Suez para a África, na região  do Egipto, encaminhando-se igualmente
para a longínqua Atlântida, de que várias  regiões da  América guardam
assinalados vestígios”.

Allan Kardec ensaia, em “A Génese”, Cap. XI –  “Hipótese sobre a origem
do corpo humano”,  que o progresso do Espírito, de início, teria sido através
de reencarnações em corpo de  macaco;  sob a influência intelectual do novo
habitante, o envoltório se modificou,  embelezando-se, mantendo, contudo,
a forma geral do conjunto.

Essa hipótese, que Kardec desenvolveu, e a informação emmanuelina se acoplam
e não se atritam,  antes se completam.

Consideremos essa afirmação, à luz do seguinte:

Emmanuel, em “A Caminho da Luz”, informou que a raça negra
já existia, antes  do exílio dos capelinos; 

Ainda Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, perguntou aos Espíritos
elevados que arrimaram a Codificação  Espírita:

- Questão 177-a:    Como se explica então a pluralidade de suas existências
   em um mesmo globo?

“De cada vez poderá ocupar posição diferente das anteriores e nessas diversas
posições se  lhe deparam  outras tantas ocasiões de adquirir experiências.”

- Questão 217:    E do carácter físico de suas existências pretéritas
conserva o Espírito traços  nas suas existências posteriores?

“O novo corpo que ele toma nenhuma relação tem com o que foi anteriormente
destruído.  Entretanto, o Espírito se reflecte no corpo. Sem dúvida que este
é unicamente matéria, porém,nada obstante, se  modela pelas capacidades
do espírito.”

Kardec, em “A Genese”, no Cap. I, nº16, declara:
“(…) O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência,
sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos
só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e
comprovação.”

Recordando Albert Einstein (1879-1955), físico naturalizado norte-americano:

“A ciência sem religião é aleijada, a religião sem ciência é cega.”

Nenhuma contradição: Espiritismo e Ciência, Ciência e Espiritismo, caminhando
lado a lado, par e passo.

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Eurípedes Kühl    (Oficial do Exército – Reserva;
Formado em Administração de Empresas e Economia;
Escritor; Conferencista – Brasil: 1934)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A Função da Morte - Por Pietro Ubaldi


Copiado da apostila compilada por GILSON FREIRE, para estudar o livro
"A GRANDE SÍNTESE" .




     Tudo volta ao começo 
   - o “princípio da semente”




Tudo é destruído por imposição da Lei, mas esta mesma Lei tudo refaz,e a destruição é apenas etapa de nova construção em um nível mais alto. Todo fenômeno, uma vez esgotado seu ciclo de expansão, sempre  contido dentro de limites insuperáveis, se contrai, reduzindo-se a um novo embrião de potencialidades. Existe, portanto, uma lei inexorável  que a tudo reduz ao estado de semente. Sem este princípio a forma teria
que evoluir ao infinito, ou então, desgastando-se, jamais ressurgiria, e estaria fadada à extinção definitiva.







Estamos inexoravelmente imersos nestes princípios, pois em cada encarnação nos reduzimos ao estado de semente embrionária, habitando um novo óvulo fecundado,para nele executar nova expansão de desenvolvimento, refazendo desde o princípio, todas as etapas galgadas na escalada evolutiva. A necessidade desses retornos periódicos, faz com que a evolução biológica não seja uma linha de desenvolvimento contínuo e gradual, mas uma trajetória entrecortada por interrupções constantes, onde a destruição e a morte, realizada pelo fechamento do ciclo, obriga seus seres ao recomeço e a recapitulação da jornada já efetuada. Portanto a evolução somente se faz mediante retornos involutivos periódicos. Eis a realidade do fenômeno, fato evidente aos nossos olhos e cuja realidade não pode ser questionada.

Vemos com evidência, que toda Criação é feita por meio de germes – seja física, biológica ou ideológica. “A semente de nossos atos está em nosso pensamento”. Toda aspiração nasce da semente de um desejo que se expande até a sua realização. O próprio Universo nasceu da explosão de uma semente de dimensões reduzidas à nulidade, mas contendo em si toda a potência do Cosmos.




Eis, em síntese, o significado da “semente de mostarda” a que nos aludiu o Evangelho.




Tudo é cíclico




Outra conseqüência da espiral evolutiva é a produção de ritmos. Assim todo fenômeno é uma manifestação cíclica. Basta observarmos a natureza ao nosso redor e veremos a eterna alternância dos fenômenos que nos rodeiam. As estações se alternam, em períodos de recolhimento, o inverno, e renascimento, a primavera. A água se recicla continuamente, a matéria está subordinada a eterno refazimento, prestando-se a moldagem de corpos que se destroem para se reconstruírem no ciclo da vida e da morte. As civilizações florescem e morrem como os próprios homens, depois de um período de apogeu. Os hábitos retornam sempre renovados, porém repetindo um modelo anterior e assim, as eras se renovam, mas voltam sempre ao mesmo inexorável ponto de partida, embora em nível superior. Tudo é cíclico, tudo vai e vem, progride e regride, mas só para ascender sempre. Eis a dança do Universo, a dança de Shiva.



Função da morte




Já compreendemos que o fechamento da espiral produz a destruição e a morte.




Porém este não é fenômeno de fracasso das leis do Criador, porém apenas momento de refazimento.




Morrer, portanto, é somente ato de reconstrução em um nível mais alto. Da mesma maneira, o fechamento da espiral provoca o desgaste da vida orgânica, mas permite o amadurecimento de  e propicia a construção da consciência, . Na velhice a consciência dobra-se sobre si mesma, propiciando a reflexão, a assimilação e a maturação do espírito. Assim, a energia, que move a vida, se transforma em sabedoria e consciência, e  se converte em .

As civilizações, depois de período de florescimento e apogeu, entram em decadência, por imposição da mesma lei, mas somente para ressurgirem alhures, como novo potencial de progresso. Desta forma, toda Criação segue, inexoravelmente, a mesma lei e o próprio Universo entrará em decrepitude e morte, fazendo desaparecer suas limitadas dimensões espaciais e temporais, mas ressurgirá em outras manifestações dimensionais.



União com o Eterno




Finalmente compreendemos que a espiral, embora se contraia periodicamente em sua abertura progressiva, faz com que o ser abranja cada vez mais, maiores parcelas do edifício evolutivo, assimilando paulatinamente porções mais amplas da substância divina. Sua consciência, por isso se dilata continuamente, crescendo rumo ao interior do espírito, onde está o infinito. Os ciclos evolutivos se abrem, permitindo sempre maiores manifestações do ser eterno. Por isso assistimos à nossa humanidade estendendo o seu progresso, do individual para o coletivo, abrangendo primeiro o indivíduo, passando depois à família, à nação, para no futuro abarcar toda a humanidade, tornando-se um só povo. E um dia se lançará em um amplexo com todo o Universo, fundindo-se com a Criação e unido-se com o Eterno e o Infinito.


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